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Olhos sensíveis aos anos

7 Abril, 2012 0

Há, no entanto, alguns sinais que funcionam como alerta: se no centro da visão surge uma mancha escura ou uma área vazia, se as palavras numa página parecem pouco nítidas ou distorcidas, se as linhas rectas parecem tortas. Isto porque entre os sintomas da DMRI se encontram a perda acentuada da acuidade visual, a diminuição da sensibilidade ao contraste, a formação de imagens disformes ou enevoadas, a presença de uma mancha escura ou esbranquiçada no centro do campo visual, alteração das cores e aumento da sensibilidade à luz. Em síntese, os olhos ficam como que embaciados.

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Sendo degenerativa, a DMRI é também irreversível. Mas o diagnóstico precoce pode ajudar a retardar o seu avanço. Para isso, é fundamental consultar o oftalmologista, que fará os testes necessários para avaliar o grau de prejuízo da visão. E decidirá qual o melhor tratamento, sendo que existem actualmente duas alternativas: a cirurgia por laser e a terapia fotodinâmica, ambas utilizadas para a DMRI exsudativa, já que para a atrófica não se conhece ainda uma cura. Podem igualmente ser recomendados dispositivos ópticos que facilitam o quotidiano e permitem aos doentes continuar a praticar as suas actividades: é o caso das lentes de aumento para ler ou fazer trabalhos manuais como a costura. São dispositivos que permitem “recuperar” alguma da visão central, já que a visão periférica não costuma ser afectada pela DMRI.

A par do diagnóstico atempado, é fundamental a prevenção. O que passa por consultas regulares com o oftalmologista, de modo a detectar precocemente qualquer alteração na visão. A partir dos 50 anos, este é um cuidado essencial.

Passa também por evitar a exposição excessiva aos raios solares. E por introduzir algumas mudanças no estilo de vida, nomeadamente ao nível da alimentação. Há estudos que apontam para os benefícios de uma dieta rica em frutas e legumes, sobretudo os de folha verde, fornecedores de vitaminas e minerais antioxidantes.

É o caso da luteína, que parece proteger a mácula dos danos causados pela luz ultravioleta. Deixar de fumar também ajuda, dado que o tabaco é considerado, a par da idade e dos antecedentes familiares, um factor de risco para a DMRI. Com estes cuidados, é possível viver mais anos sem a visão embaciada.

 

Cataratas – lentes pouco transparentes

Embaciada fica também a visão de quem sofre de cataratas, caracterizadas pela diminuição da transparência do cristalino, uma estrutura dos olhos que funciona como lente. Semelhante à objectiva de uma máquina fotográfica, tem nove milímetros de diâmetro e quatro de espessura, sendo constituído por duas partes de água e uma de proteínas.

São três as suas camadas: a cápsula, o córtex e o núcleo. O córtex é formado por fibras proteicas transparentes, dispostas de forma a que a luz passe e cheque à retina, À medida que se envelhece algumas destas proteínas sofrem um processo de degenerescência, agregando-se ou sobrepondo-se, causando opacidade à passagem da luz. Ou seja, cataratas.

Pensa-se que estas proteínas sejam lesadas por radicais livres. De facto, as cataratas andam associadas ao envelhecimento, embora este não seja a sua causa única. Também a toma de determinados medicamentos, nomeadamente corticóides, pode afectar o cristalino, o mesmo acontecendo com algumas doenças, como a diabetes. Neste caso, as cataratas avançam rapidamente no espaço de alguns meses, conduzindo a uma deterioração da visão. Porém, na maior parte das vezes, progridem gradualmente ao longo dos anos, manifestando-se normalmente por volta dos 50.

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