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Oh não, legumes!!!

2 Janeiro, 2012 0

Esta é uma exclamação frequente entre as crianças, em rejeição da sopa ou da salada ou mesmo da presença de legumes no prato. O que fazer para que os comam, mas sem transformar a refeição num campo de batalha? Dar o exemplo, antes de mais.

Os legumes possuem um indiscutível valor nutricional, na medida em que são fonte de vitaminas e minerais e fibras alimentares. E são alimentos apelativos para os sentidos, sobretudo tendo em conta a diversidade de cores, texturas e sabores. Mas nem por isso são atractivos para as crianças, que, com frequência, os rejeitam. Esta é, aliás, uma queixa comum entre os pais, geradora de ansiedade e de algumas “guerras” à mesa, com um braço-de-ferro entre quem não quer comer e quem insiste nessa necessidade.

O que leva, afinal, as crianças a assim rejeitarem os legumes? Influências genéticas à parte – as quais respondem por uma certa preferência pelo doce e pelo salgado, em detrimento de outros sabores – o que está em causa é a habituação, a aprendizagem.

E a primeira experiência com os legumes acontece quando a criança é iniciada na sopa: é verdade que são introduzidos um a um, de modo a prevenir alergias ou intolerâncias alimentares, mas também é verdade que são apresentados triturados, transformados numa papa que impede a sua degustação.

Naturalmente que, não tendo os bebés dentes, não poderia ser de outra forma. No entanto, este é um hábito que vai acabando por prevalecer e a criança continua a comer os legumes passados mesmo quando já consegue mastigar. O resultado pode ser alguma preguiça que, mais tarde, dá lugar à rejeição quando eles são propostos individualmente e em pedaços.

É preciso contrariar este hábito, o que envolve algum esforço no sentido de ir propondo legumes diferentes a cada refeição: com cores e sabores diferentes para que a criança possa ir experimentando. E cortados em cubos ou tiras de modo a que ela os possa agarrar com a mão, assim contactando com as diversas texturas. Deste modo, estimulam-se os sentidos e, com eles, o apetite.

Mas há outro factor de peso a ter em conta: o exemplo dos adultos, neste caso dos pais que se sentam com a criança à mesa. Se eles não comerem legumes e se não derem sinais de que os apreciam, dificilmente convencerão os filhos a fazê-lo. Importa recordar que boa parte da aprendizagem se faz por imitação.

A criança deve ser envolvida nas refeições familiares assim que possível. A partir do primeiro ano, deve ser sentada numa cadeira apropriada e partilhar o almoço ou o jantar com os adultos: serão momentos em que terá oportunidade de interiorizar que os legumes fazem parte do quotidiano e de perceber que são alimentos apreciados, o que a fará imitar o comportamento dos adultos.

 

Dar a volta à rejeição

Outra das razões que sustentam a rejeição infantil é a monotonia associada aos legumes: se forem apresentados sempre da mesma forma é natural que gerem uma certa aversão. Se a salada for sempre de alface, se a sopa for a mesma durante toda a semana, se a carne ou o peixe forem acompanhados dos mesmos legumes, refeição após refeição, dificilmente despertam o interesse.

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