Nutrientes e Companhia
Uma alimentação equilibrada é a que nos fornece todos os nutrientes nas doses adequadas. E todos os nutrientes fazem falta mas em défice ou em excesso podem abrir caminho a um problema de saúde.
É da alimentação que obtemos os nutrientes essenciais ao crescimento e desenvolvimento e à manutenção das funções vitais. E cada um dos nutrientes tem um papel bem definido no metabolismo do corpo humano, pelo que nenhum é substituível por outro. Todos são indispensáveis: é preciso é respeitar as diferentes proporções em que cada um é benéfico, sabendo que tanto o défice como o excesso são prejudiciais à saúde.
Cada nutriente tem características e tarefas próprias no nosso organismo: conhecê-las ajuda a compreender melhor a importância de uma dieta saudável – equilibrada e diversificada.
Proteínas, um elemento estrutural
Existem em todas as células e em todos os tecidos, sendo utilizadas pelo organismo para crescer e para formar e reparar ossos, músculos, tecidos conectivos, pele, órgãos internos e sangue. É também de proteínas que são feitos os anticorpos, as enzimas e as hormonas, elementos que regulam as reacções químicas do corpo.
São ainda determinantes para a coagulação do sangue e cicatrização das feridas, com a vantagem adicional de constituírem uma reserva de energia, a usar em situações de emergência.
Cada proteína é uma molécula complexa formada por uma espécie de blocos – os aminoácidos. O corpo necessita de 20 destes blocos, capazes de se ligarem em milhares de combinações, dando origem a novas proteínas. Além dos aminoácidos existentes nas proteínas que ingerimos, também o fígado os produz: uns e outros são absorvidos pelo sangue, que os leva aos tecidos e células. Com a diferença de que os aminoácidos fornecidos pela alimentação precisam de ser decompostos: é esta a função das enzimas digestivas.
Nem todas as proteínas são iguais: de forma simples dividem-se em completas e incompletas. Dizem-se completas quando os alimentos que as fornecem contêm os nove aminoácidos, considerados essenciais para o organismo.
Nesta categoria inscrevem-se as que advêm dos ovos, da carne, do peixe e do leite, enquanto as incompletas abrangem as que se encontram na fruta, nos vegetais, nos cereais. No entanto, a combinação de alimentos que fornecem proteínas incompletas pode oferecer proteínas completas, de que são exemplos a combinação de feijão e arroz integral, tofu e arroz ou trigo integral e sementes de sésamo.
Hidratos de carbono, fonte de energia
São eles que fornecem a maior parte da energia de que o organismo necessita – a glucose, que se forma quer a partir de hidratos de carbono simples quer dos complexos.
A diferença está no facto de estes últimos fornecerem adicionalmente fibras, vitaminas e minerais – é o caso dos vegetais – bem como a quantidade de glucose a que dão origem ser menor. Um factor importante para o chamado índice glicémico, isto é, a capacidade que os hidratos de carbono têm para produzir glucose. Quanto mais e rapidamente produzirem glucose, maior é o índice glicémico e o risco de diabetes, já que estimulam a libertação de insulina.

