Nutrição: Alimentar os anos - Médicos de Portugal

A carregar...

Nutrição: Alimentar os anos

5 Novembro, 2013 0

Com o passar dos anos, vão surgindo mudanças e são vários os factores que podem contribuir para a malnutrição no idoso, como a ingestão alimentar não adequada às necessidades, problemas digestivos, redução da percepção do sabor e odores, doenças, algumas situações relacionadas com a medicação e, ainda, o isolamento. O grau de risco de desnutrição pode justificar a toma de suplementos nutricionais orais, de modo a melhorar um bom estado nutricional e viver a idade com saúde.

A terceira idade nem sempre tem como consequência natural um enfraquecimento do estado de saúde. Há idosos que – como se diz popularmente – são “sãos como um pêro”. Mas a verdade é que o passar dos anos traz consigo alterações fisiológicas importantes, mesmo quando não são acompanhadas de doença: as funções vitais abrandam, o metabolismo torna-se mais lento, os movimentos também, o consumo de energia diminui, e a capacidade de reacção e concentração igualmente. Há ainda perda de massa muscular. Pelo que é importante observar os sinais de alerta da desnutrição. Um bom estado nutricional contribui para a manutenção do bom funcionamento de todas as funções vitais do organismo.

Á medida que se avança na terceira idade aumenta a probabilidade de desenvolver uma ou mais doenças, o que implica, com frequência, a toma de múltiplos medicamentos.

A ingestão de nutrientes depende do consumo alimentar e este é influenciado por alguns medicamentos que podem causar efeitos indesejáveis como náuseas ou vómitos, diminuição do apetite, secura da boca, alteração do cheiro ou sabor, alteração do balanço electrolítico e de fluidos.

Actualmente, sabe-se que podem acontecer alterações no paladar, que causem desinteresse pelos alimentos uma vez que não parecem ter o seu sabor original.

Também podem acontecer alterações na dentição – por perda de dentes ou incorrecta utilização das próteses dentários – que dificultem a mastigação.

Há ainda que levar em consideração factores de natureza social, relacionados, como por exemplo, com a viuvez.

Uma pessoa habituada a confeccionar refeições para o cônjuge e a partilhá-las pode sentir-se desmotivado a fazer compras e cozinhar para si própria.

É razão suficiente para desequilíbrios alimentares, quer porque não se come com a regularidade devida, quer porque não se ingerem os alimentos necessários.

Associada ao isolamento pode haver depressão que, por vezes, tem o mesmo efeito no que diz respeito ao comportamento alimentar e que pode, inclusivamente, conduzir ao consumo de álcool, mais um factor a agravar a perda de apetite.

[Continua na página seguinte]

O resultado é um progressivo agravamento do estado de desnutrição que, na prática, é uma causa e uma consequência da falta de saúde.

Há sinais desse estado: o índice de massa corporal, perda de peso involuntária nos últimos três a seis meses, que é muitas vezes denunciado através da roupa excessivamente larga, e a presença de alguma condição que reduza a ingestão alimentar (ex: alterações na cavidade oral, dificuldade de engolir).

Não são os únicos. São visíveis alterações musculares, cansaço, prostração e alterações na aparência da pele, que fica mais baça e pálida. As unhas e os cabelos tornam-se quebradiços e os olhos mais côncavos.

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.