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Males do coração

9 Junho, 2009 0

Quando o coração e as artérias são sujeitos a um esforço excessivo, está aberto o caminho a uma das várias doenças cardiovasculares: em comum têm os factores de risco.

É um estilo de vida pouco saudável que coloca as doenças cardiovasculares no topo das estatísticas de mortalidade no nosso país. A elas se devem cerca de 32 por cento dos óbitos, uma percentagem que é possível reduzir actuando sobre os factores de risco.

São factores partilhados pelas várias patologias que, a seguir, se apresentam nos seus contornos essenciais.

 

Aterosclerose – gordura nas paredes

É a acumulação de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias nas paredes artériais, formando a chamada “placa”, mais concretamente sob o seu revestimento interno, que caracteriza a aterosclerose, doença que conduz ao estreitamento progressivo das arterias. E podem ser afectadas todas as artérias, das que alimentam o coração às que irrigam o cérebro e os demais órgãos vitais.

Embora a causa exacta da ateroesclerose não seja conhecida, parece que tudo se inicia com a lesão da parede interna das artérias, que leva à acumulação de plaquetas, iniciando-se um processo inflamatório com deposição das substâncias acima mencionadas, formando a “placa”.

O processo de ateroesclerose vai estreitando progressivamente as artérias, levando à sua oclusão total ou pode haver desprendimento de uma placa de ateroesclerose que, levada pela circulação, vai obstruir uma artéria mais pequena, por onde já não consegue passar. Em consequência, os órgãos que essas artérias alimentam podem não receber sangue e oxigénio em quantidade suficiente.

O primeiro sinal da doença pode ser uma dor no peito ou cãibras nas pernas, precisamente por falta de irrigação adequada e de oxigénio. Os sintomas desenvolvem-se gradualmente mas também podem surgir de repente se houver obstrução súbita de uma artéria.

 

Enfarte – músculo em risco

É o verdadeiro “ataque cardíaco”, termo que é usado para descrever as várias doenças cardiovasculares mas que, de facto, corresponde ao enfarte de miocárdio. Ocorre quando a obstrução de uma artéria restringe gravemente ou interrompe mesmo o fornecimento de sangue ao coração: se essa interrupção se prolongar mais do que alguns minutos há destruição do tecido e músculo cardíaco por falta de oxigénio – é o enfarte do miocárdio.

O sintoma mais típico é dor no meio do peito, estendendo-se às costas e ao braço esquerdo. É uma dor intensa, prolongada e que não se acalma com repouso. A ela se podem juntar uma sensação de desfalecimento e um forte martelar do coração. Os batimentos irregulares podem interferir gravemente com a capacidade de bombeamento do coração, provocando paragem cardíaca.

Num em cada cinco doentes, o enfarte é silencioso, com sintomas ligeiros ou mesmo nenhum sintoma, sendo apenas detectado posteriormente. Contudo, um enfarte é uma emergência médica, com muitas mortes a ocorrerem nas primeiras três a quatro horas.

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AVC – células sem oxigénio

Quando o sangue é bloqueado no seu caminho ao longo de uma das artérias cerebrais, há um menor afluxo de oxigénio ao cérebro e o resultado é a destruição ou morte de células – é o que acontece num acidente vascular cerebral ou AVC.

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