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TUMORES DO ESTÔMAGO

26 Janeiro, 2007 0

A vacina contra o H. pylori é uma esperança que não parece fácil de conseguir.

Adenomas – estes tumores benignos são raros no estômago ao contrário do que se passa no cólon. Raramente um cancro do estômago nasce dum adenoma.

Anemia perniciosa: é uma doença rara em Portugal.

Estômago operado: 15 – 20 anos depois de submetido a gastrectomia parcial o estômago restante ( coto gástrico ) tem uma maior incidência de cancro. A gastrectomia parcial, muito utilizada no tratamento da úcera do duodeno e úlcera do estômago, depois da descoberta do Helicobacter pylori tornou-se uma cirurgia rara.

Anos atrás admitia-se a evolução da úlcera do estômago para cancro, hoje sabe-se que essa transformação é rara. Por outras palavras: uma úlcera benigna só muito raramente se transforma em úlcera maligna ( cancro).

Como se manifesta o cancro do estômago?:

Os sintomas iniciais são vagos ( dor no estômago, enfartamento, desconforto ) e não distinguem o cancro do estômago da Dispepsia Funcional ou da Úlcera do Estômago ou Duodeno. A perda de peso, a anorexia, o vómito são sinais de alarme mas, aparecem tardiamente. Por vezes, uma análise ao sangue, mostra a hemoglobina abaixo do valor normal: a anemia por perda de sangue.

Como se faz o diagnóstico?:

A endoscopia e a biopsia permitem o diagnóstico. À menor suspeita, no individuo com mais de 45 anos ( o cancro do estômago é muito raro antes dos 45 anos ), o médico manda realizar uma endoscopia alta. A ecografia, eventualmente o TAC são exames importantes que o médico utiliza depois de ter feito o diagnóstico, para caracterizar o tumor, mas não têm valor no diagnóstico precoce.

Tratamento:

A cirurgia é o tratamento standard que pode curar alguns casos e permitir uma melhor qualidade de vida noutros, mesmo sem os curar.
A quimioterápia é uma medida complementar do tratamento cirurgico.

Nos cancros do estômago diagnosticados na fase de cancro precoce ( cancro localizado na mucosa, sem metástases nem infiltração), a cura cirúrgica atinge valores superiores a 90%.

Infelizmente são poucos os cancros do estômago diagnosticados na fase de cancro precoce. No Japão, onde o cancro do estômago é muito frequente, são feitos programas de rastreio em algumas regiões do país, o que lhes permite detectar muitos tumores na fase de cancro precoce mas, nenhum outro país do mundo leva a cabo esses programas nem é defensável a sua realização.

Como se pode evitar o cancro do estômago?:

A incidência do cancro ( adenocarcinoma ) do estômago está a diminuir em todo o mundo, mesmo em Portugal onde essa diminuição tem sido lenta. As causas dessa diminuição devem ser múltiplas.

Os factores que estão na génese do cancro do estômago são vários e é difícil actuar sobre eles. Uma alimentação rica em verduras e pobre em salgados terá efeitos benéficos. A relação entre o Helicobacter pylori e 60% – 80% dos cancros do estômago parece inquestionável mas, infelizmente, não temos ainda maneira para alterar essa relação. Defende-se que se faça a erradicação do Helicobacter pylori em famílias com grande incidência de cancro do estômago.

Com frequência realizam-se endoscopias altas, aos membros duma família onde foram encontrados casos de cancro do estômago. Não há provas do benefício de tal atitude. A ansiedade causada nessa família não é compensada pelo benefício de tal atitude que, parece ser nulo.

LINFOMA

O linfoma é um tumor maligno que raramente atinge o estômago e tem melhor prognóstico do que o adenocarcinoma. Aparece sobretudo depois dos 50 anos.

O linfoma MALT ( mucosal-associated lymphoid tissue ) é um linfoma primitivo do estômago e está associado ao Helicobacter pylori em mais de 90% dos casos. Os sintomas são semelhantes aos da úlcera e do adenocarcinoma e o aspecto endoscópico pode ser semelhante ao adenocarcinoma. A biopsia permite fazer o diagnóstico.

Alguns linfomas MALT ( 60% a 70% ) curam com a erradicação do Helicobacter pylori mas outros necessitam de cirurgia e quimioterapia. O doente com linfoma MALT deve ser sempre seguido num centro especializado que se dedique ao estudo destes tumores. O prognóstico é, na maior parte das vezes, muito bom.

Outros tumores malignos do estômago, além do adenocarcinoma e do linfoma, são muito raros.

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