Arquivo de Gastroenterologia - Médicos de Portugal

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A Associação Portuguesa para as Doenças Congénitas da Glicosilação e outras Doenças Metabólicas Raras (APCDG) está a promover uma campanha de sensibilização para esta doença rara, em Portugal, e em todo o mundo, através de uma parceria com a Organização CDG Care.

“Com esta campanha pretendemos concentrar os nossos esforços na divulgação da doença por forma a conseguirmos dar mais informação e apoio aos doentes e famílias, e ao mesmo tempo estimular projetos de investigação científica que promovam o avanço do diagnóstico e tratamento para conseguirmos encontrar uma cura. Esta campanha representa por isso uma esperança para todos os doentes”, explica Vanessa Ferreira fundadora da APCDG.

A Campanha começa no dia 18 de Abril e termina no dia 16 de Maio – Dia Mundial da Consciencialização para as Doenças Congénitas da Glicosilação.

Os doentes CDG podem apresentar-se perante qualquer profissional de saúde ou especialidade médica, devendo estes estar alertados para a possibilidade destas doenças e inclui-las no diagnóstico diferencial.
Tratando-se de doenças raras e de apresentação semelhante a uma grande variedade de outras situações clínicas mais comuns, todas as ações de divulgação, junto dos profissionais e da população em geral contribuirão para reduzir a “odisseia diagnóstica” a que a maior parte dos doentes são sujeitos”

explicou a pediatra Luísa Diogo, da Unidade de doenças metabólicas do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

As Doenças Congénitas da Glicosilação (CDG) são um grupo de doenças hereditárias que afetam a glicosilação, que é um processo pelo qual todas as células humanas acumulam açúcares de cadeia longa
que estão ligados a proteínas. Em conjunto, as proteínas e os açúcares a elas ligados denominam-se glicoproteínas. As glicoproteínas têm uma enorme variedade de funções muito importantes no corpo humano, e são necessárias ao crescimento e funcionamento normal de todos os tecidos e órgãos. A CDG é uma doença muito rara (estima-se que a sua prevalência se situe entre 1/50 000 e 1/100 000).

Os pacientes apresentam uma relevante afetação neurológica, atraso global do desenvolvimento, problemas cardíacos, hepáticos, oftalmológicos, imunológicos, entre outros. Estas doenças são altamente incapacitantes, com uma elevada taxa de mortalidade pediátrica, e com um impacto negativo significativo na qualidade de vida dos pacientes e famílias.

Fundada em 2010, a APCDG é uma organização não-governamental liderada e focada nos pacientes, empenhada em encontrar uma cura para as Doenças Congénitas da Glicosilação (CDG), através dos programas de investigação, educação, sensibilização, representação e defesa dos pacientes.







Dados a 5 anos de um estudo prospetivo, apresentados no 12º Congresso da Organização Europeia de Crohn e Colite (ECCO), fornecem informação sobre o uso de Vedolizumab a longo prazo em doentes adultos com colite ulcerosa e doença de Crohn ativas moderada a grave.

Dados do pós-hoc do ensaio clínico GEMINI I também apresentados no Congresso evidenciam um perfil de benefício/risco favorável de Vedolizumab como opção de tratamento para manter a remissão sustentada em doentes adultos com colite ulcerosa ativa moderada a grave.

Lisboa, 21 de fevereiro de 2017 – A empresa farmacêutica Takeda (TSE: 4502) apresentou os resultados interinos do estudo aberto, em curso, de segurança a longo prazo (LTS) GEMINI no 12º Congresso da Organização Europeia de Crohn e Colite (ECCO), que decorreu em Barcelona, Espanha, entre 15 e 18 de fevereiro.

Os dados apresentados a partir de duas análises interinas de segurança e efetividade a cinco anos em doentes com colite ulcerosa (UC) e doença de Crohn (CD) ativas moderada a grave (CD), indicaram que o tratamento de longo prazo com Vedolizumab em doentes respondedores estava associada a uma resposta clínica a longo prazo e remissão, além da melhoria da qualidade de vida relacionada com a saúde (HRQL) dos doentes num período de cinco anos.

O estudo LTS é um estudo prospetivo aberto, em curso, que investiga a segurança a longo prazo do Vedolizumab na doença inflamatória intestinal (DII) ativa moderada a grave. Cento e quarenta e seis doentes com CD foram incluídos no GEMINI II e 154 com UC no GEMINI I. Esta análise intercalar mostra a efetividade clínica avaliada a cinco anos. Cinquenta e oito doentes com CD e 54 com UC descontinuaram o tratamento antes da recolha de dados (11 [19%] e 19 [35%], respetivamente, dada a ausência de benefícios). Vinte e sete doentes com CD e 37 com CD não tinham atingido o ponto de avaliação no estudo a cinco anos.1,2

Sessenta e um doentes com CD e 63 com UC foram avaliados na análise.1,2 Os doentes com CD foram avaliados quanto à resposta clínica (diminuição no índice da Harvey-Bradshaw [HBI] de ≥ 3 pontos da Linha Base [BL]). A remissão clínica foi definida para HBI ≤ 4. Os doentes com UC foram avaliados quanto à resposta clínica (diminuição na pontuação parcial de Mayo [PMS] de ≥ 2 pontos e ≥25% de variação da BL, acompanhada de uma redução do sangramento rectal de ≥ 1 ponto a partir do BL ou de absoluta eliminação do sangramento rectal de ≤ 1 ponto). A remissão clínica foi definida para PMS ≥ 2 pontos e sem valor individual maior que 1). Esta análise intercalar mostrou que para 63 doentes observados com UC ativa moderada a grave, 98% apresentaram resposta clínica e 90% estavam em remissão clínica após cinco anos de tratamento contínuo com Vedolizumab. Para os 61 doentes observados com CD ativa moderada a grave, 95% apresentaram resposta clínica e 89% estavam em remissão clínica após cinco anos de tratamento contínuo com Vedolizumab. A utilização a longo prazo de Vedolizumab foi também associada à melhoria da qualidade de vida (HRQL), medida pelo questionário IBD (IBDQ) e pela escala visual analógica Euro Qualidade de Vida-5D (EQ-5D VAS). O perfil de segurança foi consistente com o previamente observado numa análise intercalar de três anos do estudo LTS em doentes com UC e CD ativas moderada a grave.

 

Estes últimos resultados sublinham o consistente perfil de segurança e a eficácia do Vedolizumab como opção de tratamento a longo prazo para adultos com colite ulcerosa e doença de Crohn ativas moderada a grave”, disse a Prof. Dra. Severine Vermeire, do Hospital Universitário de Leuven, Bélgica. “É encorajador que os dados continuem a mostrar o benefício potencial do uso do Vedolizumab para pessoas afetadas com uma destas duas doenças crónicas”.

 

Dados adicionais de uma análise pós-hoc de GEMINI I indicam que o Vedolizumab (n = 620) foi significativamente mais eficaz que o placebo (n = 190) no alcance da remissão sustentada, definida como remissão clínica (PMS ≤ 2, sem valor individual maior que 1) e hemorragia retal igual a 0 nas semanas 26, 38 e 52, em doentes com UC ativa moderada a grave que alcançou remissão na semana 14. A análise incluiu doentes incluídos no GEMINI I, que responderam a duas doses de indução de Vedolizumab e entraram em terapia de manutenção de 46 semanas com placebo ou Vedolizumab. O tratamento de manutenção com Vedolizumab resultou em 60% dos doentes a registarem remissão clínica da semana 14 para a semana 52, em comparação com 37% que se submeteram a tratamento com placebo.

 

Os resultados da utilização de vida real são um contributo importante para os estudos aleatórios controlados quando se avalia a eficácia clínica e a segurança de Vedolizumab em doentes com UC e CD ativas moderadas a grave. Numa revisão sistemática e meta-análise, MEDLINE-, Cochrane-, e publicações indexadas de base e resumos de conferências (n ≥ 10), foram efetuadas pesquisas entre 1 de maio de 2014 e 31 de outubro de 2016 para estudos que relatam a efetividade de Vedolizumab na vida real. Um total de 98 estudos foram identificados com 20 coortes sobre resultados de resposta e remissão em 1714 doentes (UC: 703; CD: 1,010) para um período de tratamento de um ano. A maioria dos doentes tratados com Vedolizumab (≥71%) tinha uma exposição prévia ≥ 1 a uma terapêutica anti-TNFɑ (fator de necrose tumoral).

 

As medidas de resultados incluíam PMS, Índice de Atividade de Colite clínica Simples, HBI, Índice de Atividade de Doença de Crohn e Avaliação Médica Global. O conjunto de respostas clínicas reais, taxas de remissão e dados de segurança suportam um perfil de benefício: risco favorável de Vedolizumab em doentes com UC e CD.

 

A Takeda está empenhada no estudo em curso com o objetivo de continuar a apoiar as comunidades de doentes e de profissionais de saúde. Um total de seis apresentações orais e de 15 posters foram apresentados no 12º Congresso da ECCO, incluindo um relatório de vigilância pós-comercialização e de dados de segurança de vida real, demonstrando um perfil de segurança a longo prazo consistente para o tratamento com Vedolizumab em doentes com UC e CD ativas moderada a grave.





Com causas múltiplas, importa que as pessoas que têm manifestações frequentes deste tipo de indisposições consultem o médico para que sejam devidamente esclarecidas e tratadas as causas. Recorde-se que a negligência para com estas manifestações pode resultar em que sejam detectadas tardiamente doenças graves que, se detectadas mais cedo, poderiam mesmo ser facilmente tratadas.


Quando as queixas digestivas, particularmente do estômago, são ocasionais e muitas vezes associadas a excessos alimentares, é recomendado o recurso à indicação farmacêutica. Na verdade, as queixas que podem apresentar estes males digestivos são de diferente natureza, manifestam-se por dores, náuseas, vómitos, azia e arroto. Como podem ser de diferente natureza, a escolha do medicamento requer atendimento personalizado para tratar cada uma destas situações.


Muita atenção, há sinais e sintomas que requerem uma consulta médica urgente. São exemplo: vómitos recorrentes; dificuldade de deglutição; fezes negras ou com sangue; vómitos com sangue vivo ou em "borras de café"; perda de peso significativa e não intencional; dor repentina e persistente.


No caso das perturbações ou indisposições gástricas ligeiras não nos devemos esquecer que todas elas têm uma coisa em comum, exigem uma revisão dos nossos hábitos alimentares e dos nossos estilos de vida. E é fundamental ter sempre em conta que todos os medicamentos têm reacções adversas, contra-indicações e interacções, pelo que o diálogo com o profissional de saúde é fundamental: o farmacêutico precisa de saber se existe alguma doença, se está a ser tomado algum outro medicamento, casos de hipersensibilidade a fármacos, etc., etc.


 


Quais são essas indisposições gástricas ligeiras?


A dispepsia (indigestão), também conhecida por má digestão, caracteriza- -se por um conjunto de sintomas que envolvem seja a sensação de dor, seja a dificuldade de digestão, que se traduz por saciedade precoce ou por enfartamento após a refeição.


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Azia, ardor, digestão difícil e sensação de regurgitação são alguns dos sintomas do refluxo gastroesofágico, que se caracteriza por um retrocesso de sucos digestivos do estômago para o esófago. A mucosa desta zona, mais sensível, não tolera estes sucos mais ácidos, originando assim as diversas queixas.


Na transição do esófago para o estômago, existe uma válvula que permite a passagem dos alimentos e impede que estes “voltem para trás”. Se esta válvula funcionar mal e não conseguir fechar devidamente, pode permitir a “subida” dos ácidos do estômago. Trata-se de uma situação bastante frequente: a prevalência de sintomas da doença de refluxo gastroesofágico (DR GE), no mundo ocidental, situa-se entre 12 e 54%.


São vários os factores que aumentam o risco: hérnia de hiato, obesidade, gravidez ou patologias como a diabetes e asma. Mas, com frequência, o refluxo está também associado ao tabagismo e maus hábitos alimentares, traduzidos, por exemplo, no consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras e em condimentos, mas também de cafeína e álcool.


 


Sintomas


A azia está com frequência associada ao refluxo, porque, na verdade, é um dos sintomas deste problema. Mas não é o único: mau hálito acompanhado de um sabor amargo na boca, dificuldade em engolir, sensação de má digestão, regurgitação ácida são outros. E quando o refluxo atinge a laringe poderá provocar também pigarro, tosse seca, rouquidão e mesmo dores de garganta.


Estes são naturalmente sinais a ter em atenção, mas que não querem obrigatoriamente dizer que se sofra deste problema. Na presença de sintomas deste género, deve ser sempre procurada a ajuda de um profissional de saúde.


O diagnóstico é feito com recurso ao estudo detalhado da história clínica do paciente, sendo tida em atenção a frequência com que os sintomas surgem e a duração dos mesmos.


Pode estar-se perante um quadro de refluxo se os sintomas são observados pelo menos duas vezes por semana e num período superior de quatro semanas.


Para confirmar o diagnóstico podem ser necessários exames auxiliares, nomeadamente uma endoscopia e análises ao pH do esófago.


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Os principais sintomas são, na maioria das vezes, locais: a azia (sensação de ardor, queimadura, que, partindo do estômago pode subir até à garganta) e as regurgitações (retorno dos alimentos contidos no estômago até à boca, sem náusea ou esforço) são os mais frequentes. Outros sintomas ligados à inflamação que o refluxo provoca no esófago podem igualmente estar presentes: dor no peito e dificuldade ou dor na deglutição. Estes sintomas caracteristicamente melhoram com medicamentos ou alimentos que diminuem a acidez gástrica.


O refluxo gastresofágico está associado a factores predisponentes, como a hérnia do hiato esofágico, a obesidade, o tabagismo e incorreções alimentares que, uma vez corrigidas, melhoram igualmente a sintomatologia.


Se a maior repercussão do refluxo gastresofágico se materializa no esófago, nos últimos anos tem-se dado uma particular atenção às manifestações extra-esofágicas, sobretudo as pulmonares e as da esfera da otorrinolaringologia.


Relativamente às últimas, um destaque particular para as laringites e faringites crónicas, em consequência da acção directa do refluxo ácido nestes dois órgãos. A rouquidão e a inflamação crónica da garganta, com secreções e pigarreio constante, são a sua expressão mais frequente e que podem levar a significativa perda de qualidade de vida. Porém, em situações não controladas e muito arrastadas, há quem estabeleça um nexo de causalidade com situações mais graves, como o cancro da laringe e da faringe.


Quanto às repercussões pulmonares elas são sobretudo brônquicas. Asma brônquica, bronquite, bronquiectasias e tosse crónica são as entidades pulmonares mais vezes relacionadas.


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Quando há uma produção excessiva de ácido gástrico, o equilíbrio natural do estômago é afetado, resultando na acumulação de ácido ou gases, o que provoca desconforto e dor depois de comer. Outra das razões para esta sensação pode ser o facto de o suco gástrico em excesso subir pelo esófago.

As causas da indigestão estão essencialmente relacionadas com o que se Entre as causas mais comuns incluem-se: a ingestão de grande quantidade de alimentos; comer de forma irregular ou muito rapidamente, não dando tempo à regulação dos ácidos do estômago; deitar-se logo depois de comer; ingerir alimentos com muita gordura ou picantes; o tabaco e a toma de determinados medicamentos; bebidas com cafeína e álcool.

Nalgumas situações mais graves, pode chegar a acontecer uma paragem da digestão e nesse caso os sintomas podem envolver vómito, baixa de pressão arterial e desmaio.

6 SINTOMAS

›› Dor na parte superior do abdómen

›› Náuseas ou vómitos

›› Sensação persistente de peso no estômago e enfartamento

›› Inchaço, distensão abdominalou flatulência

›› Arrotos involuntários e ruídos intestinais

›› Falta de apetite ou saciedade precoce





Quando o número de evacuações é inferior a três vezes por semana, é sinal de obstipação. Ela caracteriza-se por evacuações incómodas, por emissão de fezes duras, difíceis de expulsar e pode existir uma sensação persistente de mal-estar e desconforto, podendo haver a necessidade de recorrer a medicamentos para ajudar à evacuação. É de registar que, na grande maioria dos casos, esta situação se deve a erros habituais no estilo de vida, como sejam a fraca ingestão de alimentos ricos em fibras, a fraca ingestão de líquidos, a falta de exercício físico e (surpreenda-se, leitor) o abuso de laxantes.


A necessidade de ingestão de fibras e líquidos em abundância e com regularidade prende-se com o facto de as fezes  serem constituídas pela parte dos alimentos não assimilada, maioritariamente composta por fibras. Estas possuem a capacidade de absorver a água existente no intestino, contribuindo para que as fezes sejam mais volumosas e moles (mais fáceis de expulsar, portanto).


Mas também o aparecimento da prisão de ventre pode ficar a dever-se a um conjunto de doenças e até a toma de certos medicamentos. Doenças neurológicas (caso da esclerose múltipla ou Parkinson, por exemplo), doenças metabólicas (como a diabetes, as doenças da tiróide ou a insuficiência renal, entre outras) e doenças próprias do intestino ou do ânus podem contribuir para a prisão de ventre. Dentro dos medicamentos que podem favorecer a obstipação destacam-se os antiácidos (contendo cálcio e alumínio, por exemplo), medicamentos contendo ferro, e alguns antidepressivos, analgésicos e antihipertensores e, insiste-se, os próprios laxantes que, pelo uso prolongado, promovem a perda da capacidade de o intestino funcionar naturalmente.


Existem casos de prisão de ventre crónica que têm diferentes causas, desde a indisciplina nas idas à casa de banho, passando pelos maus hábitos alimentares, vida sedentária e até o stresse pode favorecer um quadro crónico. Uma prisão de ventre crónica obriga necessariamente a ida ao médico (também uma prisão de ventre que surja subitamente sem explicação, e acompanhada de dores agudas, requer consulta médica).


Podem sofrer de obstipação pessoas de todas as idades mas os casos que me merecem mais preocupação prendem-se com crianças, idosos, grávidas e mulheres a amamentar. A mulher, durante o período menstrual, pode ter uma prisão de ventre ligeira de origem fisiológica (é um período em que o organismo retém uma grande quantidade de água pelo que é imperioso beber-se mais). Durante a gravidez, a prisão de ventre é frequente, devido simultaneamente à secreção de hormonas e à pressão que é exercida pelo útero no intestino; nos seniores, a prisão de ventre pode tornar-se facilmente crónica, devido aos erros alimentares e à falta de exercício físico; são atreitas à prisão de ventre as crianças que não bebem água, leite ou outros líquidos em quantidade suficiente, que têm um regime pobre em fibra, há casos de prisão de ventre quando a criança muda do aleitamento materno ou do leite adaptado para o leite de vaca ou passa a comer alimentos sólidos (a prisão de ventre é bastante comum nas crianças, pelo que é importante os pais estarem atentos ao regime alimentar e à ingestão de líquidos, habituá-las às idas regulares à casa de banho).





No que diz respeito à colite ulcerosa o mesmo se passou em apenas trinta anos. De 0,5 casos passámos para 3,2 em cada 100 000. Segundo Henedina Antunes, presidente da Comissão Organizadora da XXII Reunião Anual da Secção de Gastrenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica da SPP, "este é um ponto que vai merecer a nossa maior atenção ao longo de toda a Reunião.


A causa deste aumento não está completamente esclarecida dado ser multifactorial. Alguns estudos apontam para que o número crescente de casos possa ter a ver com o sistema imunitário das crianças e adolescentes, menos requisitado para se proteger contra infecções, como aconteceu num passado recente, e agora estar mais livre para se virar contra o próprio. Esta é a chamada teoria da higienização. Este e outros dados merecem discussão pela comunidade médica e científica".


A doença de Crohn é uma inflamação crónica da parede intestinal. A doença afecta tipicamente toda a espessura da parede intestinal, sendo o mais habitual a sua manifestação na porção mais baixa do intestino delgado (íleo) e no intestino grosso, mas pode ocorrer em qualquer segmento do tracto gastrointestinal. Nas últimas décadas, a incidência da doença de Crohn aumentou tanto nos países ocidentais como nos países em vias de desenvolvimento. O n.º de casos de Doença de Crohn é superior à colite ulcerosa em idade pediátrica. Ocorre aproximadamente em igual proporção nos dois sexos, tem tendência para surgir em famílias com história de doença inflamatória intestinal.


Quase todos os casos surgem antes dos 30 anos, mas a maioria começa entre os 10 e os 24 anos. A sua causa é desconhecida, no entanto, as investigações centraram-se em três possibilidades principais: disfunção do sistema imunitário, factores ambientais como infecções ou tipo de dieta.


A colite ulcerosa é uma doença crónica em que o intestino grosso se inflama e ulcera, provocando diarreia com sangue, cólicas e febre. Pode surgir em qualquer idade, tendo no entanto maior prevalência entre os 10 e os 30 anos. A sua causa não é conhecida, mas podem contribuir para esta perturbação factores como a hereditariedade e uma resposta imune intestinal hiperactiva.


 


Sobre a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP)


A SPP é uma associação de utilidade pública, fundada no ano de 1948, cujo objectivo primordial é a promoção da saúde e do bem-estar da criança.


É também objectivo desta sociedade o aprofundamento das relações com outras organizações pediátricas no mundo, sendo que, neste aspecto, considera prioritário o estabelecimento e aprofundamento de laços e cooperação com os Países de língua oficial portuguesa, de cuja colaboração recíproca beneficiarão seguramente as crianças.
Uma das preocupações constantes da SPP, que reúne no seu seio pediatras e outros profissionais da saúde que lidam com a criança, é a aposta numa permanente e renovada formação pós-graduada dos seus membros, através da organização anual de congressos, jornadas, reuniões de casos clínicos, reuniões temáticas entre outros encontros.


O entusiasmo e dinamismo dos seus membros levaram à criação de 15 Secções Científicas, o que tem proporcionado uma progressão mais aprofundada e eficaz do conhecimento e uma intervenção actualizada em todos os domínios da Pediatria. Estas Secções organizam as suas próprias reuniões anuais, complementando assim as iniciativas da "Sociedade mãe".
A SPP é também responsável pela edição bimestral da Acta Pediátrica Portuguesa.


A Secção de Gastrenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica é uma secção autónoma, apesar de integrada no conjunto das actividades da SPP, cujos principais objectivos passam por aprofundar e divulgar os conhecimentos sobre estas áreas da Pediatria, tanto entre os Pediatras que a elas se dedicam mais particularmente, como outros profissionais de saúde de qualquer modo envolvidos nos problemas da saúde infantil; propor e apoiar medidas que, no âmbito das suas áreas, contribuam para a melhoria da saúde da criança e constituir-se como um interlocutor preferencial dentro da SPP para todos os assuntos respeitantes às suas áreas.





Actualmente o diagnóstico desta doença oncológica é feito através da colonoscopia e de testes para pesquisa de sangue oculto nas fezes dos doentes (FOBT, em inglês). Contudo, estes testes apresentam limitações causadas pela baixa sensibilidade ou por mudanças nos hábitos alimentares do doente. Existem por isso testes mais complexos (FOBT imunológico) que, apesar de não estarem incluídos nos habituais exames de rotina, permitem um diagnóstico exacto da doença.

De acordo com o estudo agora apresentado, a identificação destes seis biomarcadores no soro do doente garante uma fiabilidade de resultados semelhante aos testes mais avançados e, graças à sua simplicidade, o teste pode ser facilmente utilizado nos habituais check-up de rotina, complementado assim a colonoscopia no diagnóstico da doença.


Em Portugal, o cancro colo-rectal atinge cerca de 80 mil Portugueses. Na maioria dos casos, um diagnóstico precoce é essencial para a cura da doença e para a redução da mortalidade e morbilidade associadas.


No Simpósio Internacional sobre Biologia e Utilidade Clínica dos Marcadores Tumorais, a Roche apresentou ainda outras novidades na área dos marcadores tumorais, nomeadamente em casos de cancro do pulmão e cancro da mama. Ao longo dos anos, a companhia tem vindo a desenvolver tecnologias que permitem a identificação de novos marcadores.


 


Acerca da Roche


Com sede em Basileia, Suíça, a Roche é uma das companhias líder na investigação em Saúde nos campos do diagnóstico e da terapêutica farmacológica. Como companhia líder na área da biotecnologia e fornecedora de produtos e serviços inovadores para a detecção precoce, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, o Grupo contribui em várias frentes para melhorar a Saúde e a qualidade de vida das pessoas. A Roche é líder mundial na área do diagnóstico in-vitro, no fornecimento de medicamentos para o cancro, transplantação de órgãos e virologia, sendo um player activo em áreas terapêuticas como doenças auto-imunes, inflamação, distúrbios metabólicos e doenças do Sistema Nervoso Central. Em 2008, as vendas da Divisão Farmacêutica totalizaram 36.0 mil milhões de Francos Suíços e a Divisão Diagnostics obteve vendas de 9.7 mil milhões de Francos Suíços. O Grupo Roche possui acordos de I&D e alianças estratégicas com numerosos parceiros, incluindo participações maioritárias em companhias como a Genentech e a Chugai, tendo investido mais de 9 mil milhões de Francos Suíços em 2008 na área de I&D. Actualmente a Roche emprega em todo o Mundo cerca de 80 mil pessoas.
Mais informação sobre o grupo Roche em www.roche.com



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