Tenha uma vida saudável – Dormir bem é fundamental!
Stress acumulado, ansiedade, preocupações com o trabalho podem ser os causadores da insónia; excesso de cafeína; a toma de alguns medicamentos também pode afetar a qualidade do sono.
Podem registar-se diferentes tipos de episódios de insónia. De algumas noites até três semanas, é uma insónia de curta duração; se este episódio se repetir de tempos a tempos, é insónia intermitente; e se a dificuldade em dormir for frequente e se prolongar por mais de um mês, estamos perante a insónia crónica.
Podem apontar-se como outros dos distúrbios a apneia do sono e a narcolepsia. A primeira consiste em pequenas e repetidas interrupções da respiração durante o sono. Essa interrupção é causada por obstruções transitórias da passagem do ar pela garganta.
Uma pessoa com apneia raramente percebe que tem dificuldade para respirar durante o sono e, por esse motivo, a doença geralmente passa despercebida ao longo dos anos até ser diagnosticada.
Eis alguns sintomas associados à apneia do sono: sonolência excessiva diurna, dores de cabeça durante o dia, despertares frequentes durante a noite, sono agitado, ressonar alto, irritabilidade…
O aumento das amigdalas ou um relaxamento dos músculos da garganta e cavidade oral podem estar na sua origem.
Já a narcolepsia é caracterizada por uma enorme sonolência durante o dia, mesmo que a pessoa tenha dormido as horas necessárias durante a noite.
Esta sonolência excessiva pode revelar-se um problema, impedindo a concentração nas tarefas diárias.
Existem também comportamentos que perturbam o sono, como é o caso do sonambulismo.
Num episódio de sonambulismo, a consciência e a memória estão adormecidas, mas a parte motora é despertada repentinamente. A pessoa fala durante o sono, pode sentar-se na cama ou caminhar pela casa, mas quando acorda não se lembra de nada do que fez.
[CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE]OS CICLOS DO SONO
Pode parecer-nos que o sono é uma atividade simples. Adormecemos, descansamos durante algumas horas e despertamos com as “baterias” completamente recarregadas.
Mas, na realidade, existe um sistema muito mais complexo por trás do ato de dormir.
O nosso sono divide-se em fases e ciclos distintos. À medida que vamos adormecendo, os processos cerebrais começam a abrandar.
Cada ciclo de sono divide-se em cinco fases ou estádios, e dura cerca de 90 a 110 minutos, repetindo-se quatro a cinco vezes ao longo da noite, com durações diferentes.
> Estágio 1 – É o período em que adormecemos. Estamos facilmente despertáveis nesta fase que dura alguns minutos.
> Estágio 2 – O sono é leve, a pessoa já está a dormir mas não profundamente. A frequência da actividade elétrica do cérebro é mais lenta, os ritmos cardíacos e respiratórios diminuem.
> Estágio 3 – Do estágio 3 para o estágio 4, torna-se mais difícil despertar, os estímulos necessários para acordar têm que ser maiores.
> Estágio 4 – É a fase de sono profundo. Tem a duração de cerca de 40 minutos, durante os quais é muito difícil acordar quem está a dormir. Depois a pessoa retorna ao terceiro estágio (por cinco minutos) e ao segundo estágio (por mais quinze minutos). Entra, então, no sono REM.
> Estágio 5 – Também chamada fase REM (rapid eye movement), é durante esta fase que os sonhos ocorrem. Caracterizada por uma intensa atividade cerebral, representa 20 a 25 por cento do tempo total de sono e é essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo.
Os ciclos do sono podem ser alterados por vários fatores, como a alimentação, a atividade física, a ingestão de bebidas alcoólicas, distúrbios do sono e privação de sono. Os adolescentes, que estão em fase de crescimento, precisam de cerca de nove horas de sono.
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