Sol: Um perigo real
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Factores de risco
• Antecedentes pessoais e familiares de melanoma;
• Múltiplos sinais;
• Pele clara, olhos claros, tendência para formar sardas;
• Cabelo ruivo ou louro;
• Queimadura fácil ao sol, bronzeamento difícil;
• Exposições ao sol irregulares e intensas;
• Actividades ao ar livre;
• Exposições indiscriminadas aos UVA, solários.
Sinais de perigo
A maior parte dos sinais são manchas de células pigmentadas (melanócitos) que vão aparecendo na pele. Apenas um pequeno número é de nascença; a maioria vai surgindo com o tempo e com o crescimento, tendo um aumento durante a adolescência.
Num adulto existem aproximadamente 25 sinais em todo o corpo. O número de manchas pigmentadas depende da hereditariedade do indivíduo, das exposições ao sol e de outros factores como por exemplo a gravidez.
Um sinal irregular não é obrigatoriamente maligno, mas pode ter um maior risco de transformação maligna. Um melanoma maligno é uma proliferação de células pigmentadas atípicas. Pode desenvolver-se a partir de um simples sinal, mais frequentemente se for irregular. Noutros casos, surge espontaneamente sobre a pele sã.
O número de melanomas diagnosticados tem aumentado de ano para ano. A sua detecção deverá ser numa fase inicial para impedir o aparecimento de metástases (aparecimento de células cancerígenas noutros órgãos), que comprometem o sucesso do tratamento.
O melanoma maligno parece estar mais associado à exposição solar intermitente, aguda e intempestiva, muitas vezes acompanhada de queimaduras solares (“escaldões”).
Os raios de sol ao penetrarem na nossa pele fazem-no mais ou menos profundamente, libertando energia. Consequências visíveis imediatas são os chamados escaldões e o envelhecimento cutâneo, mas existe um grande número de perigos cujos efeitos só são perceptíveis a longo prazo. E esses são os mais nefastos.
Hoje, sabemos que a prevenção e a protecção solar são essenciais para evitar o cancro da pele, uma realidadeque exige uma atenção especial por parte de todos.
Para isso, é importante que todos conheçam a sua pele, que saibam se pertencem, ou não, a um grupo de risco. É que, quando descoberto atempadamente, o cancro cutâneo tem uma taxa de cura da ordem dos 95 por cento. E o principal suspeito continua a ser o sol.
A acção solar, e os seus efeitos sobre o Homem é, ao mesmo tempo, benéfica (permitindo sobretudo a síntese da vitamina D, indispensável ao desenvolvimento ósseo, e facilitando o bem estar psíquico do indivíduo, a sua alegria de viver), e nociva (provocando o envelhecimento cutâneo e o aparecimento de cancros da pele).
Não nos podemos esquecer que aquilo que pode ser uma fonte de prazer, de vida e de beleza pode causar sofrimento e por vezes até a morte. Por isso, sem alarmes exagerados, é preciso, redescobrir o sol e dele se proteger. Pode parecer uma contradição, mas a verdade é que não é de mais referir que as exposições devem ser prudentes e limitadas de acordo com cada tipo de pele. Porque cada caso é diferente e é “obrigatório” que cada um conheça o seu.

