Sénior: Namorar é preciso
A redescoberta do amor é possível em todas as idades. Os segundos e terceiros casamentos são cada vez mais frequentes, pondo fim ao mito de que atingida a meia-idade se atingia também um equilíbrio que nada faria abalar.
Hoje já não é assim: aos 50 anos há muita gente que está a começar de novo. Com toda a sua capacidade de amar, porque o sentimento não tem idade e o corpo, apesar de algumas adaptações inerentes à idade, continua apto para a vivência da sexualidade.
Há, mudanças, claro, nos homens e nas mulheres, mudanças físicas e psicológicas, mas nenhuma dela impede o amor/sexo. Vejamos então que alterações são essas na resposta sexual masculina e na feminina.
Em primeiro lugar, no homem após os 30 anos assiste-se a uma diminuição das taxas de testosterona, com diminuição de cerca de um por cento ao ano. Esta é a hormona responsável pela resposta sexual.
Também a nível da excitação se pode verificar uma maior dificuldade em sensibilizar as áreas erógenas, obtendo-se a maior resposta nos órgão genitais externos. Quanto à erecção, o homem na meia idade ou na terceira idade leva mais tempo a consegui-la e o pénis apresenta menos rigidez.
Após o orgasmo torna-se mais difícil repeti-la. Aliás, o próprio orgasmo sofre alterações, com uma diminuição do volume do esperma.
Mas nada disto impede que o homem mantenha uma vida sexual activa.
Não o impede sequer de ter filhos, pois este período de pausa (a andropausa) não interfere com a fertilidade. Daí que os segundos casamentos sejam frequentemente acompanhados de filhos (principalmente quando a parceira é uns bons anos mais nova). Daí também os casos conhecidos (alguns famosos) de homens que foram pais na sexta e até na sétima década da vida.
A idade das mudanças
Já com as mulheres o cenário é diferente, pois a menopausa corresponde ao fim do seu tempo fértil. Talvez por isso, as mulheres passam por esta fase da vida com mais distúrbios do que o homem. Irritabilidade e oscilações de humor são, a nível psicológico, indícios de que a menopausa está em curso. Além disso, com o fim da menstruação o corpo sofre algumas mudanças, a nível da pele, das mamas e dos órgãos genitais, consequência da diminuição da produção de estrógenos, as hormonas femininas.
A resposta sexual conhece, assim, algumas alterações, mas não desaparece. Aliás, a mulher mantém a libido, com a correspondente capacidade de excitação e de obter orgasmos.
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O que se passa, por exemplo, é que há menos lubrificação da vagina, com o risco de se sentir dor na penetração do pénis. Mas isto pode ser evitado com um maior investimento nas carícias preliminares, de forma a aumentar o estado de excitação.
Quanto ao orgasmo, a mulher mantém a capacidade de os sentir com a mesma intensidade de antes, sendo apenas menor o número de contracções orgásticas. Além disso, a mulher regressa mais depressa do que antes ao seu estado normal, anterior à excitação.
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