Sol: Raios que envelhecem
Não é, naturalmente, possível evitar por completo o envelhecimento da pele causado pelo sol, mas é possível minimizá-lo, prevenindo as consequências mais graves de uma exposição intensiva. A prevenção é aqui sinónimo de um conjunto de medidas simples, mas preciosas, com o uso de protector solar na primeira linha.
E que medidas? Desde logo, evitar a exposição aos raios solares nas horas em que ela é mais intensa – quer ande na cidade, no campo ou na praia, o risco é sempre maior entre as 11 e as 16.
É então que, não podendo resguardar por completo o corpo, permanecendo em casa, se deve defender a pele. A do rosto, com a aplicação de um protector solar com índice igual ou superior a 15 e, de preferência, específico para esta zona do corpo tão sensível.
Os braços e pernas devem igualmente ser cobertos com uma camada generosa de protector. A complementar o ideal seria o uso de um chapéu de abas largas e de roupa ampla e que reduzisse ao mínimo a pele exposta aos raios.
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Gravidade e Cª
Os raios solares são a principal fonte do chamado envelhecimento extrínseco – ou seja, o envelhecimento que não é natural. Mas há outras causas, em que se inclui a gravidade. Esta força que atrai os objectos para o centro da Terra – e que impede, por exemplo, que flutuemos como acontece na Lua – está constantemente a exercer a sua acção sobre o nosso corpo. Somos constantemente puxados para baixo e, a certa altura da vida, isso reflecte-se na pele.
É pelos 50, quando a elasticidade cutânea declina acentuadamente, que os efeitos da gravidade mais se notam: a ponta do nariz descai, as pálpebras também, as orelhas alongam-se, as bochechas evidenciam-se, o lábio superior tende a desaparecer e o inferior a ficar mais pronunciado.
Outras marcas que não as do tempo são as que registam, na pele, os nossos hábitos de dormir. Descansar o rosto sob a almofada durante várias horas consecutivas, numa mesma posição que se repete ano após ano, também abre a porta às rugas.
São linhas que ganham lugar cativo no rosto e que não desaparecem ao acordar – nas faces ou no queixo, quando se dorme de lado, na testa, quando se dorme de barriga para baixo e a cabeça enterrada na almofada.
Quem dorme de costas escapa a esta fatalidade, uma vez que o rosto não é pressionado. No rosto ficam igualmente assinaladas as nossas expressões faciais.
São movimentos repetitivos que obrigam a pele a assumir contornos específicos consoante a mensagem que transmitimos – quando a pele é jovem, regressa facilmente ao lugar, mas o mesmo não acontece quando começa a perder elasticidade.
Ficam, então, as chamadas rugas de expressão, por exemplo em torno dos olhos ou dos lábios. A idade da pele é ainda influenciada por factores comportamentais como o tabagismo. Fumar desencadeia reacções bioquímicas no nosso organismo que aceleram o envelhecimento.
Além das rugas e de uma textura menos suave, a pele ganha um tom amarelado que denuncia os fumadores.

