Sol: Raios que envelhecem
E porque são os genes que mandam nada se pode fazer para inverter o envelhecimento natural. Já contra o envelhecimento precoce há muito a fazer para o prevenir. Evitar os movimentos faciais repetitivos, procurar dormir sem que a face seja pressionada contra a almofada, não fumar e… defender a pele da radiação ultravioleta, fugindo da exposição prolongada e usando e abusando do protector solar.
Protector solar, modo de uso
O protector solar é o melhor amigo da pele nos dias de calor, com ou sem raios à vista. Mas para que seja eficaz convém seguir alguns passos:
• Escolha um produto com índice de protecção igual ou superior a 15 – aumente o índice se a sua pele e olhos forem claros;
• Escolha um protector com largo espectro, que ofereça protecção contra os ultravioleta A e os B – os UVB são a principal causa dos chamados escaldões, mas os UVA penetram mais profundamente na pele, pelo que ambos são perigosos;
• Aplique-o 20 minutos antes da exposição solar, cobrindo todas as áreas do corpo que vão estar expostas e com especial atenção para a face, nariz e orelhas;
• Use um protector específico para os lábios – eles também são vítimas do sol;
• Volte a aplicar de duas em duas horas ou a intervalos menores se transpirar muito ou após cada banho;
• Proteja-se mesmo em dias nublados – a radiação atravessa as nuvens e chega à pele como num dia de sol.
Complemente estes cuidados com o uso de óculos de sol, sobretudo se tiver olhos azuis ou verdes, mais sensíveis à luz. E se tiver dúvidas sobre qual o protector solar mais apropriado para si, aconselhe-se na sua farmácia, com o seu farmacêutico.
O sol é um dos principais responsáveis pelo envelhecimento prematuro da pele. Disso não há dúvida: não é o único, porque o tabaco, a gravidade, as expressões faciais e até a posição em que se dorme também contribuem.
Mas é, de longe, o principal responsável, sobretudo quando há exposição excessiva e desprotegida. Sem protecção, bastam uns minutos de exposição por dia para que, ao longo dos anos, ocorram alterações substanciais na pele. Rugas, manchas, derrames são apenas exemplos de um processo cuja consequência mais grave é – todos o sabemos – o cancro cutâneo.
Este é um fenómeno que se desenvolve progressivamente, não sendo visível de um dia para o outro. Mas os efeitos estão lá, sendo mais ou menos acelerados consoante o tipo de pele e os antecedentes individuais da exposição solar.
Com a exposição repetida, a pele vai perdendo a capacidade de se regenerar: os raios ultravioleta destroem o colagénio existente e dificultam a produção de novo, além de que também atacam a elastina, responsável pela elasticidade da pele. O resultado é uma pele precocemente flácida, enrugada e com uma textura semelhante a cabedal.
Os danos vão-se acumulando sob a superfície da pele, não sendo de imediato visíveis a olho nu. Mas estão lá e, mais cedo ou mais tarde, emergem, marcando a pele, sobretudo a do rosto, a que está mais exposta à radiação e aos demais agressores ambientais.

