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Sol: As duas faces do sol

3 Julho, 2014 0

Os raios solares e a pele nem sempre são bons amigos. A pele beneficia da exposição solar, mas quando essa exposição é excessiva e sem protecção adequada a pele fica em risco e, com ela, a saúde.

A pele é o maior órgão do corpo humano. Não é um simples revestimento, mas sim um órgão vivo que se renova e tem funções bem específicas. É através da pele que se processa a transpiração que contribui significativamente para a regulação da temperatura corporal. É também ela que protege os órgãos internos do contacto com o meio exterior.

É como se funcionasse como um escudo e por isso mesmo é a pele que sofre o impacto do meio exterior, desde logo a acção dos factores ambientais, do sol ao vento, do frio à chuva, mas também a acção da poluição e dos produtos químicos que são utilizados no dia-a-dia.

 

Positivo

Todos estes factores ambientais causam reacções na pele, a maior parte delas negativas. Mas o sol também tem um lado benéfico: é que contribui, por exemplo, para o crescimento.

Como é que isso acontece? É graças aos raios solares que a provitamina D é transformada em vitamina D que, uma vez nos rins, é convertida em calcitriol, uma hormona fundamental para o metabolismo do cálcio e do fósforo, minerais envolvidos no processo de crescimento e desenvolvimento dos ossos.

Este não é o único benefício do sol: apresenta também propriedades como sejam a imunossupressão, que pode ser útil no tratamento de algumas doenças da pele como o vitiligo e a dermatite atópica, embora possa agravar outras como a rosácea e o lúpus. E tem ainda uma vantagem que nem sempre é muito óbvia: é que contribui para o bom humor, ajudando, assim, a prevenir alguns estados depressivos, como a depressão sazonal.

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Negativo

Mas, como diz a sabedoria popular, não há bela sem senão. E assim acontece com o sol, que tem um lado menos positivo. E é um lado que está relacionado quer com os malefícios dos raios solares, quer com os excessos de exposição solar.

Tem tudo a ver com os raios ultravioleta que penetram na atmosfera, que são de dois tipos – os A, que representam a maioria e são os mais “longos” embora menos energéticos, não aquecem mas penetram profundamente na pele, e os B, que representam uma menor percentagem, penetram menos na pele mas são mais energéticos, a eles se devendo os dolorosos “escaldões”.

Quando em contacto com a pele, ao fim de algum tempo os UVA estimulam a produção de melanina, a substância responsável pela pigmentação da pele. Por sua vez, os UVB actuam mais superficialmente causando as queimaduras solares quando a exposição é excessiva e desprotegida, dá-se uma reacção inflamatória: é aí que a pele ganha o tom vermelho (eritema) típico dos “escaldões”.

Este é o risco mais imediato e mais visível. Mas há outros, desde logo o envelhecimento precoce da pele por via da acção contínua dos raios solares, principalmente dos UVA.

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