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Ressonar, eu? Não!!!

12 Outubro, 2014 0

A negação é uma reacção comum quando se é confrontado com o ressonar, mas a verdade é que são muitas as noites perturbadas por este problema que afecta mais os homens e mais ainda os que sofrem de excesso de peso.

A roncopatia – assim se chama o acto de ressonar – tem má fama. Tão má fama que dela se diz que é capaz de pôr casamentos em risco, tal a intensidade com que perturba o descanso nocturno. Em jeito de ironia, pode dizer-se que não há harmonia que resista quando na outra metade da cama dorme alguém que ressona tão sonoramente que não deixa o outro pregar olho…

O assunto não é para brincadeiras, não só pelas consequências que o ressonar pode ter nos relacionamentos, mas sobretudo porque pode esconder um problema de saúde.

É, pois, para levar a sério, mesmo quando, confrontada, a pessoa que ressona teime em negar. Não é motivo para ter vergonha, até porque acontece por razões tão simples como a posição em que se adormece – dormir de barriga para cima é, para muitas pessoas, um convite a que se escapem os famosos roncos…

Pode acontecer a todos, se bem que os homens pareçam ressonar mais – ou, pelo menos, mais ruidosamente – do que as mulheres. Quem bebe à noite também tem mais probabilidade de ressonar: é que o álcool faz com que os músculos da boca e da garganta se relaxem. Já o tabaco provoca o efeito contrário nos músculos do nariz: faz com que se contraiam, e provoca congestão nasal, mas o resultado é o mesmo tornando a passagem de ar mais sonora.

Nesta balança de razões para ressonar também pesa, e muito, o excesso de peso. A gordura concentra-se na zona do pescoço, apertando as vias respiratórias e constituindo um obstáculo à passagem do ar, dado que os músculos não têm tónus suficiente para manter abertas as vias aéreas.

Há que contar ainda com o efeito da idade sobre os músculos da garganta: com o passar dos anos vão-se relaxando, o que faz com que o ressonar seja mais frequente à medida que se envelhece.

A probabilidade de ressonar também aumenta quando se está constipado ou com gripe ou ainda quando as vias respiratórias estão inflamadas devido a alergias. Certas características do corpo também contribuem para este problema: assim acontece quando se tem a úvula (conhecida como “campainha”) demasiado alongada, quando os adenóides ou as amígdalas são muito grandes ou quando se tem pólipos nasais ou um desvio do septo nasal – são sempre obstáculos no caminho do ar que sobe da garganta e que acaba por se escapar de uma forma ruidosa.

 

Ressonar é…

Causas à parte, a roncopatia ocorre quando se está na transição para o sono mais profundo. Os músculos do palato (o chamado “céu da boca”), da língua e da garganta ficam mais relaxados, a garganta estreita-se ligeiramente e as suas paredes vão vibrando à medida que se respira.

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