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Ressonar, eu? Não!!!

12 Outubro, 2014 0

São essas vibrações que dão origem aos sons típicos do ressonar: é que o ar acaba por ter mais dificuldade em passar e quanto maior essa dificuldade mais sonora a respiração. Logo, mais audíveis são os roncos e maior a probabilidade de acordarem quem dorme ao lado…

Mas esta está longe de ser a pior consequência da roncopatia. É que há o risco de quem ressona desenvolver apneia do sono, uma disfunção que ocorre quando as vias respiratórias se estreitam de tal forma que impedem a passagem do ar. O resultado são pequenas quebras na respiração, cerca de dez segundos de silêncio no meio do ressonar, vezes sem conta durante toda a noite. Quem assim dorme acaba por não descansar e sofrer de sonolência diurna, uma causa bem conhecida de acidentes de viação e com máquinas. Além de que as múltiplas paragens respiratórias nocturnas podem conduzir a um colapso respiratório e, até, à morte.

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Dado o risco, é conveniente dar ouvidos quando se é confrontado com o ressonar frequente. E isso significa ir ao médico, que, numa primeira abordagem, pode ser o médico de família que, se necessário, encaminhará para um especialista (otorrinolaringologista).

Para o diagnóstico, entram em linha de conta a história clínica da pessoa, um exame físico e, por vezes, uma polissonografia – o doente dorme uma noite monitorizado, com um aparelho que mede a frequência cardíaca, a actividade cerebral, os níveis de oxigénio, a frequência respiratória e a pressão arterial.

É o grau de roncopatia que vai determinar o tipo de tratamento. Assim, consideram-se quatro estádios de gravidade: o mais ligeiro significa que o ressonar mal se ouve, tornando-se apenas nítido quando se aproxima o ouvido de quem ressona; o segundo implica que o ressonar se ouve no quarto; no terceiro grau, ouve-se fora do quarto com a porta aberta e, no quarto e último, os sons são audíveis fora do quarto mesmo com a porta fechada. Mas é o número de vezes que existe apneia ou redução do débito aéreo por hora, dá o grau de gravidade do problema.

 

Mudar hábitos, o primeiro passo

Há pessoas que ressonam mas acordam descansadas. Significa que a roncopatia é ligeira, não escondendo um problema de saúde mais grave. Mas ainda assim é útil mudar alguns hábitos, nem que seja em nome de quem tenta dormir na outra metade da cama.

O primeiro dos gestos é uma simples alteração na posição de dormir: nunca de barriga para cima, mas, de preferência, de lado. De seguida, devem evitar-se todos os produtos que possam aumentar a flexibilidade dos músculos da bocae da garganta, como o álcool e medicamentos sedativos ou anti-histamínicos.

Estabelecer um padrão de sono também ajuda à tranquilidade nocturna, o que significa tentar deitar-se sempre à mesma hora.

E perder peso é essencial. Por todas as razões de saúde e por mais esta. Para quem sofre de roncopatia moderada ou grave, estes gestos podem não ser suficientes. Existem faixas adesivas que se aplicam no nariz e dispositivos dentários: o objectivo é o mesmo, facilitar a passagem de ar – no primeiro caso, alargando as vias nasais e, no segundo, ajustando a posição da língua e do palato por forma a haver mais espaço e menos risco de vibração e obstrução. Por vezes, a cirurgia é o recurso mais adequado, sendo aplicadasnos hospitais portugueses várias técnicas.

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