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Procrastinação: Estratégias para evitar adiar tarefas e compromissos

29 Dezembro, 2010 0

A opção consciente ou inconsciente de adiar não é sempre da mesma natureza. Podemos individualizar algumas delas: Amadurecimento – Há coisas que precisamos de deixar amadurecer dentro de nós. Os profissionais que têm de tomar decisões importantes, ou os criativos, necessitam de deixar maturar a informação de que dispõem, ou ter um tempo para agregar mais informação.

Prioridade – As coisas que temos para fazer nunca têm todas a mesma importância. Atribuir-lhe e seguir uma lista de tarefas que as uniformiza pode ser uma maneira de nunca fazer o mais importante, pois se está demasiado ocupado. Fazer algumas coisas, nomeadamente grandes projectos que requerem dedicação, pode significar descurar tarefas simples ou menos prioritárias. O problema é importância e urgência confundirem-se muitas vezes.

Arrumação – Abordar uma tarefa pode requer arrumar outras que lhe são anteriores, exigindo trabalho prévio. Do mesmo modo, realizar algumas tarefas significa encerrar algo, que nos pode gerar alguma resistência ver acabado.

Evitamento – Adiar pode ser, também, uma maneira de evitar coisas ou situações que nos incomodam. Umas vezes na esperança que desapareçam, outras devido ao incómodo que nos trazem.

Por isso, ter alguma compreensão das razões e motivos que nos levam a adiar uma tarefa pode ser um movimento saudável para nos relacionarmos com ela. Abordagens sempre suspeitas podem ser sempre o “preciso de mais tempo”, “preciso de me organizar” ou “preciso de ter as condições para o fazer”.

Perceber a importância da tarefa, a sua prioridade e razão de ser podem ser pistas para compreendermos a nossa interacção com ela.

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Para evitar a acumulação desnecessária de trabalho, alguns profissionais procuram, com bons resultados: Não ficar com trabalho para mais tarde – Os mais centralizadores e obsessivos tendem a ficar com o trabalho nas mãos: no final de uma reunião, ou do dia de trabalho, acumularam uma grande quantidade de tarefas para fazer mais tarde, com base apenas no seu trabalho.

Grande parte dessas tarefas não irão ser feitas. Outros, pelo contrário, têm a capacidade de não levar trabalho para casa, ou seja, conseguem que ele seja feito com os outros, no momento em que surge.

Delegar – Não acumular trabalho pode significar delegar responsabilidades e tarefas. Talvez colegas ou colaboradores o possam fazer, mesmo quando tendemos a achar que só nós o poderíamos fazer bem.

Trabalhar em equipa – Colocar o trabalho sobre a equipa, ou seja não ficar com ele nem ter de gerir a sua execução, pode ser útil em dois sentidos: não aumenta a quantidade de trabalho individual e permite que a própria equipa seja útil na programação da execução.

Ter tempo para pensar – Não ser dominado pela execução das tarefas é especialmente importante; ter tempo para respirar e para pensar tem de ser uma dimensão associada tanto à execução das tarefas como às atitudes acima referidas. O tempo gasto a pensar como não gastar tanto tempo pode ter resultados surpreendentes.

 

Como vencer a inércia?

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