Problemas com calvície: Imagem melhorada com o transplante de unidades foliculares - Médicos de Portugal

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Problemas com calvície: Imagem melhorada com o transplante de unidades foliculares

3 Abril, 2010 0

Num contexto marcado pela emergência de crescentes preocupações estéticas e pela evolução na investigação em saúde estética, já é possível contornar/ultrapassar os problemas relacionados com a calvície. Conheça o transplante de unidades foliculares que pode melhorar a imagem dos indivíduos calvos.

O transplante de unidades foliculares teve início na CM2C, clínica especializada nesta área, em Novembro de 2005, embora a realização dos primeiros transplantes capilares – sem esta técnica – tenha começado há 30 anos.

Consiste na transferência de cabelo da nuca e das zonas laterais (por cima das orelhas) para a parte frontal da cabeça, onde, normalmente, falta cabelo. Menos invasivo, este método não implica qualquer costura, na medida em que apenas é necessário rapar-se a cabeça e colarem-se os folículos – conjunto de cabelos com fibrina (cola natural), na zona receptora.

Criar uma aparência capilar natural é um dos principais objectivos, explica Carlos Silva, director da CM2C, ressalvando, no entanto, que “não há milagres, pois não se criam cabelos. O que se faz é redistribuir o cabelo na cabeça de uma forma mais homogénea, para haver zonas onde tem algum cabelo”, explica o director da clínica que já realizou 400 transplantes.

Acrescenta que a quantidade de cabelo a cobrir a parte frontal varia, assim, com a sua maior ou menor abundância na zona doadora (nuca). Mas, “se colocarmos 4000 mil cabelos na parte de cima, melhora o aspecto, se a pessoa souber cortar o cabelo e pentear-se. O director da CM2C salienta que se nasce com o dobro do cabelo e que só se nota que existe uma situação de calvície quando se perdeu metade.

Com essa quantidade de cabelo, consegue-se dar à pessoa um aspecto normal, mas se ela não existir, “não há milagres”.

 

Vantagens e limitações

A boa notícia é que podem ser realizados vários transplantes, para aumentar a densidade capilar, dentro do que é possível fazer, sublinha. Isto porque podem ser retirados mais cabelos da zona doadora (nuca e laterais), porque é geneticamente mais densa do que as restantes zonas e sem se notar que foram retirados.

A deslocação do cabelo não vai fragilizá-lo quando for implantado, porque o seu código genético, que lhe confere robustez, mantém-se e o cabelo cresce. No entanto, é uma técnica trabalhosa que implica um trabalho de várias horas, desenvolvido em mais do que uma sessão, a decorrer durante dois dias. É, por isso, “um método mais caro de execução”, explica Carlos Silva.

“Num dia de trabalho (cerca de 8 horas), conseguem-se deslocar cerca de 1000 folículos que são, em média, 2.500 cabelos”. O folículo retira-se da pele com cerca de 1 milímetro. Pode ocorrer alguma queda de cabelo na fase subsequente ao período pós-operatório, mas não é preocupante, “pois trata-se da reacção natural da raiz à deslocação do cabelo. O cabelo pode cair, mas, depois, renasce.” A robustez do cabelo só se evidencia a partir do quarto mês.

São os homens que procuram mais este transplante (cerca de 80%), com a prevalência do grupo etário entre os 25 e os 40 anos.

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