Barriga inchada, cólicas, mau estar, fezes duras e irritabilidade são alguns dos sintomas da obstipação, mais conhecida como prisão de ventre. Uma alimentação deficitária em fibras e líquidos é apontada como a maior responsável por esta desconfortável condição. Um estilo de vida sedentário, viagens ou estados de nervosismo ou ansiedade também podem contribuir.
A prisão de ventre afecta, actualmente, entre 10 a 15 por cento da população adulta, sobretudo mulheres e idosos. No sexo feminino, a obstipação está muito relacionada com alterações hormonais, por isso, os períodos mais críticos são as fases pré e pós-menstruais e a gravidez.
Por norma, a prisão de ventre é designada como um sintoma, e apenas se torna uma patologia quando passa a crónica.
Como prevenir?
Tal como acontece com outras patologias, para prevenir a prisão de ventre é necessário manter uma alimentação saudável rica em fibras, à base de legumes, fruta e cereais. É igualmente importante respeitar os horários das refeições, evitar ingerir demasiadas gorduras e alimentos que tornem as fezes duras e beber muitos líquidos, tais como água, sumos de fruta e sopas, evitando bebidas alcoólicas, refrigerantes e café.
Pessoas acamadas por longos períodos de tempo ou com um estilo de vida sedentário podem ter mais frequentemente prisão de ventre, daí que a prática regular de actividade física constitua uma forma importante de prevenção. Se a falta de tempo para praticar exercício físico imperar, opte por caminhadas diárias, preferencialmente após as refeições.
A toma prolongada de alguns medicamentos, tais como analgésicos, anti-depressivos, tranquilizantes, anti-hipertensores, diuréticos, suplementos de ferro e de cálcio, anti–ácidos contendo alumínio, pode também causar ou agravar a prisão de ventre.
Grávidas: atenção redobrada
A obstipação em mulheres grávidas pode dever-se às alterações hormonais, que favorecem o relaxamento dos intestinos, e ao aumento da pressão exercida pelo útero sobre os mesmos, o que faz com que o percurso natural dos alimentos no organismo se torne mais lento. Nestes casos, a grávida deve consultar o médico, já que em caso de gravidez não é aconselhada a toma de laxantes nem suplementos alimentares sem a devida avaliação da situação e supervisão médica.
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Obstipação também nas crianças
A prisão de ventre é também muito comum entre as crianças. O ritmo normal da emissão das fezes difere consoante a idade. Por exemplo, um lactente alimentado apenas por leite materno poderá ter duas ou mais dejecções por dia, mas uma criança mais velha poderá ter uma dejecção de dois em dois dias (três vezes por semana). Algumas crianças, na altura de treino do uso do bacio e de retirada da fralda, podem apresentar alguns sintomas de obstipação.
Nestes casos, adiam o momento e a vontade de defecar, e as fezes tornam-se duras e a defecação mais dolorosa. É importante que os pais e /ou educadores estejam atentos às possíveis queixas das crianças e à forma como evacuam para que, caso o problema se mantenha, saibam descrever numa consulta médica o ritmo e as características das fezes das crianças.
Consultar um médico não pode ser tabu
Regra geral, a prisão de ventre é temporária, sem gravidade e pode surgir, episodicamente, em determinadas fases da vida. Contudo, é importante estar atento ao aumento ou diminuição da frequência das fezes, à consistência, ao tamanho ou a uma maior dificuldade em evacuar, assim como ao aparecimento de sangue nas fezes.
De uma forma geral, sempre que os sintomas de obstipação persistam por um período superior a três semanas é necessário consultar um profissional de saúde. A descrição dos sintomas e os métodos de diagnóstico podem constituir situações constrangedoras para o doente, podendo levar a que evite a consulta médica, correndo assim o risco de agravar os sintomas. Em situações mais complexas poderão ser necessários exames adicionais entre os quais o toque rectal, a realização de uma colonoscopia ou de um clister opaco com duplo contraste. Estas são algumas das ferramentas que podem ajudar a excluir ou confirmar causas ou consequências mais graves, como pólipos ou tumores.
A prisão de ventre tem tratamento?
A prisão de ventre pode ser tratada de formas distintas, consoante a gravidade. O tratamento inicial passa pela mudança gradual do estilo de vida e aplica-se a casos iniciais e esporádicos de obstipação. Tem por base uma mudança dos hábitos alimentares, a prática de exercício físico e a ingestão de líquidos (cerca de 1,5 a 2 litros de água por dia), que ajudam a manter as fezes mais fluídas, permitindo o seu deslocamento no intestino.
Outro tipo de tratamento assenta na terapêutica farmacológica, à base de laxantes que podem ser de vários tipos – expansores do volume fecal, osmóticos, entre outros – e não devem ser tomados sem aconselhamento de um profissional de saúde, uma vez que podem causar efeitos secundários indesejados, se utilizados indevidamente. Quando usados de forma incorrecta e excessiva, alguns laxantes podem danificar o intestino grosso e provocar fortes dores abdominais e melanose cólica (cor acastanhada do ânus). Só em casos muito raros de obstipação crónica incapacitante se recorre à cirurgia, e por indicação médica, após uma análise aprofundada ao quadro clínico do doente.
A prisão de ventre afecta, actualmente, entre 10 a 15 por cento da população adulta, sobretudo mulheres e idosos. No sexo feminino, a obstipação está muito relacionada com alterações hormonais, por isso, os períodos mais críticos são as fases pré e pós-menstruais e a gravidez.
Por norma, a prisão de ventre é designada como um sintoma, e apenas se torna uma patologia quando passa a crónica.
Como prevenir?
Tal como acontece com outras patologias, para prevenir a prisão de ventre é necessário manter uma alimentação saudável rica em fibras, à base de legumes, fruta e cereais. É igualmente importante respeitar os horários das refeições, evitar ingerir demasiadas gorduras e alimentos que tornem as fezes duras e beber muitos líquidos, tais como água, sumos de fruta e sopas, evitando bebidas alcoólicas, refrigerantes e café.
Pessoas acamadas por longos períodos de tempo ou com um estilo de vida sedentário podem ter mais frequentemente prisão de ventre, daí que a prática regular de actividade física constitua uma forma importante de prevenção. Se a falta de tempo para praticar exercício físico imperar, opte por caminhadas diárias, preferencialmente após as refeições.
A toma prolongada de alguns medicamentos, tais como analgésicos, anti-depressivos, tranquilizantes, anti-hipertensores, diuréticos, suplementos de ferro e de cálcio, anti–ácidos contendo alumínio, pode também causar ou agravar a prisão de ventre.
Grávidas: atenção redobrada
A obstipação em mulheres grávidas pode dever-se às alterações hormonais, que favorecem o relaxamento dos intestinos, e ao aumento da pressão exercida pelo útero sobre os mesmos, o que faz com que o percurso natural dos alimentos no organismo se torne mais lento. Nestes casos, a grávida deve consultar o médico, já que em caso de gravidez não é aconselhada a toma de laxantes nem suplementos alimentares sem a devida avaliação da situação e supervisão médica.
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Obstipação também nas crianças
A prisão de ventre é também muito comum entre as crianças. O ritmo normal da emissão das fezes difere consoante a idade. Por exemplo, um lactente alimentado apenas por leite materno poderá ter duas ou mais dejecções por dia, mas uma criança mais velha poderá ter uma dejecção de dois em dois dias (três vezes por semana). Algumas crianças, na altura de treino do uso do bacio e de retirada da fralda, podem apresentar alguns sintomas de obstipação.
Nestes casos, adiam o momento e a vontade de defecar, e as fezes tornam-se duras e a defecação mais dolorosa. É importante que os pais e /ou educadores estejam atentos às possíveis queixas das crianças e à forma como evacuam para que, caso o problema se mantenha, saibam descrever numa consulta médica o ritmo e as características das fezes das crianças.
Consultar um médico não pode ser tabu
Regra geral, a prisão de ventre é temporária, sem gravidade e pode surgir, episodicamente, em determinadas fases da vida. Contudo, é importante estar atento ao aumento ou diminuição da frequência das fezes, à consistência, ao tamanho ou a uma maior dificuldade em evacuar, assim como ao aparecimento de sangue nas fezes.
De uma forma geral, sempre que os sintomas de obstipação persistam por um período superior a três semanas é necessário consultar um profissional de saúde. A descrição dos sintomas e os métodos de diagnóstico podem constituir situações constrangedoras para o doente, podendo levar a que evite a consulta médica, correndo assim o risco de agravar os sintomas. Em situações mais complexas poderão ser necessários exames adicionais entre os quais o toque rectal, a realização de uma colonoscopia ou de um clister opaco com duplo contraste. Estas são algumas das ferramentas que podem ajudar a excluir ou confirmar causas ou consequências mais graves, como pólipos ou tumores.
A prisão de ventre tem tratamento?
A prisão de ventre pode ser tratada de formas distintas, consoante a gravidade. O tratamento inicial passa pela mudança gradual do estilo de vida e aplica-se a casos iniciais e esporádicos de obstipação. Tem por base uma mudança dos hábitos alimentares, a prática de exercício físico e a ingestão de líquidos (cerca de 1,5 a 2 litros de água por dia), que ajudam a manter as fezes mais fluídas, permitindo o seu deslocamento no intestino.
Outro tipo de tratamento assenta na terapêutica farmacológica, à base de laxantes que podem ser de vários tipos – expansores do volume fecal, osmóticos, entre outros – e não devem ser tomados sem aconselhamento de um profissional de saúde, uma vez que podem causar efeitos secundários indesejados, se utilizados indevidamente. Quando usados de forma incorrecta e excessiva, alguns laxantes podem danificar o intestino grosso e provocar fortes dores abdominais e melanose cólica (cor acastanhada do ânus). Só em casos muito raros de obstipação crónica incapacitante se recorre à cirurgia, e por indicação médica, após uma análise aprofundada ao quadro clínico do doente.