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Prisão de ventre: Nó nos intestinos

18 Junho, 2013 0

Barriga inchada, cólicas, mau estar, fezes duras e irritabilidade são alguns dos sintomas da obstipação, mais conhecida como prisão de ventre. Uma alimentação deficitária em fibras e líquidos é apontada como a maior responsável por esta desconfortável condição. Um estilo de vida sedentário, viagens ou estados de nervosismo ou ansiedade também podem contribuir.

A prisão de ventre afecta, actualmente, entre 10 a 15 por cento da população adulta, sobretudo mulheres e idosos. No sexo feminino, a obstipação está muito relacionada com alterações hormonais, por isso, os períodos mais críticos são as fases pré e pós-menstruais e a gravidez.

Por norma, a prisão de ventre é designada como um sintoma, e apenas se torna uma patologia quando passa a crónica.

 

Como prevenir?

Tal como acontece com outras patologias, para prevenir a prisão de ventre é necessário manter uma alimentação saudável rica em fibras, à base de legumes, fruta e cereais. É igualmente importante respeitar os horários das refeições, evitar ingerir demasiadas gorduras e alimentos que tornem as fezes duras e beber muitos líquidos, tais como água, sumos de fruta e sopas, evitando bebidas alcoólicas, refrigerantes e café.

Pessoas acamadas por longos períodos de tempo ou com um estilo de vida sedentário podem ter mais frequentemente prisão de ventre, daí que a prática regular de actividade física constitua uma forma importante de prevenção. Se a falta de tempo para praticar exercício físico imperar, opte por caminhadas diárias, preferencialmente após as refeições.

A toma prolongada de alguns medicamentos, tais como analgésicos, anti-depressivos, tranquilizantes, anti-hipertensores, diuréticos, suplementos de ferro e de cálcio, anti–ácidos contendo alumínio, pode também causar ou agravar a prisão de ventre.

 

Grávidas: atenção redobrada

A obstipação em mulheres grávidas pode dever-se às alterações hormonais, que favorecem o relaxamento dos intestinos, e ao aumento da pressão exercida pelo útero sobre os mesmos, o que faz com que o percurso natural dos alimentos no organismo se torne mais lento. Nestes casos, a grávida deve consultar o médico, já que em caso de gravidez não é aconselhada a toma de laxantes nem suplementos alimentares sem a devida avaliação da situação e supervisão médica.

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Obstipação também nas crianças

A prisão de ventre é também muito comum entre as crianças. O ritmo normal da emissão das fezes difere consoante a idade. Por exemplo, um lactente alimentado apenas por leite materno poderá ter duas ou mais dejecções por dia, mas uma criança mais velha poderá ter uma dejecção de dois em dois dias (três vezes por semana). Algumas crianças, na altura de treino do uso do bacio e de retirada da fralda, podem apresentar alguns sintomas de obstipação.

Nestes casos, adiam o momento e a vontade de defecar, e as fezes tornam-se duras e a defecação mais dolorosa. É importante que os pais e /ou educadores estejam atentos às possíveis queixas das crianças e à forma como evacuam para que, caso o problema se mantenha, saibam descrever numa consulta médica o ritmo e as características das fezes das crianças.

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