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Natação: Mergulhe nesta ideia…

25 Fevereiro, 2014 0

Claro que existem limites e até contra-indicações à prática da natação. Pessoas com otites, sinusites ou rinites crónicas devem recorrer a aconselhamento profissional antes de optar pela prática da natação, sendo importante o recurso a protectores adequados para proteger o aparelho auditivo.

Do mesmo modo, as pessoas com sensibilidade ocular devem salvaguardam-se, nadando sempre com óculos próprios, até porque a água das piscinas, quase sempre tratada com cloro, pode provocar irritações oculares. A micose dos pés é outros dos pequenos inconvenientes, pela partilha de duches e lava-pés.

Nesta infecção fúngica a humidade é terreno fértil à proliferação de fungos. Apesar das vantagens para a coluna vertebral, ao auxiliar na correcção da postura corporal, é preciso ter em atenção que um mergulho incorrecto pode lesionar as vértebras cervicais.

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Um desporto para todos

Em qualquer idade, nadar é bom. Dos bebés aos idosos, nadar é um elixir de bem-estar.
Para as crianças, a água é um meio natural, a outra face do líquido amniótico, em que permaneceram envolvidas durante os nove meses de gestação. A familiaridade com o meio aquático é potenciada pela piscina e os bebés não perdem os reflexos que transportaram do útero materno, aprendendo a movimentar-se em segurança.

Por isso, o objectivo da natação para os bebés, entre os 6 meses e os 2 anos, visa despertar o gosto e o prazer pelo convívio íntimo com a água, além de desenvolver a noção espácio-temporal e o domínio corporal na água. Segurança, tranquilidade e equilíbrio nos movimentos dentro de água são resultados alcançados nesta etapa, preferencialmente acompanhada pelos pais, de modo a garantir a estabilidade emocional necessária a esta aventura. É uma brincadeira que pode inclusivamente fomentar a auto-confiança dos mais pequenos.

No ciclo mais adiantado da vida, verifica- -se uma redução do número e do tamanho das fibras musculares de contracção rápida, os neurónios diminuem em número e tamanho no seio do sistema nervoso, fazendo com que os movimentos passem a ser mais lentos e menos precisos, e os tendões, cartilagens e ligamentos ganham rigidez e espessura, com os sistemas cardiovascular e respiratório a demorar mais tempo a responder aos exercícios.

Tudo isto contribui para que o idoso fique mais lento, não correspondendo com a mesma eficácia e rapidez a actividades que exijam grande dispêndio de energia. Mas isso não significa que o exercício físico esteja vedado na terceira etapa da vida.

Antes pelo contrário. Daí que a prática regular de uma actividade física nas idades mais avançadas envolva vários benefícios: reduz a frequência cardíaca, passando o coração a bombear o sangue com menor esforço e menos batimentos; os pulmões absorvem e distribuem maior quantidade de oxigénio, proporcionando mais energia ao organismo; os músculos ficam mais fortes e resistentes; aumenta a flexibilidade e melhora a movimentação nas articulações. Em suma, praticar exercício pode contribuir para a prevenção de processos degenerativos próprios da idade avançada.

Em qualquer idade e estado – mesmo no caso de pessoas com problemas físicos e grávidas – a hidroginástica é uma óptima alternativa, sendo inclusivamente recomendada pelos médicos como terapêutica para pessoas obesas ou com problemas nas articulações. Até os mais sedentários têm aqui um excelente aliado da sua saúde e bem-estar.

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