Mudar de vida
Sinais de Alarme do AVC
Entorpecimento, formigueiro ou fraqueza na cara, braço ou perna (especialmente num dos lados do corpo)
Sensação de confusão: dificuldade em falar e compreender.
Dificuldades de visão (em apenas um olho ou em ambos).
Dificuldade em andar, equilibrar-se ou coordenar os movimentos.
Dor de cabeça forte, sem causa aparente.
*se sentir estes sintomas ligue de imediato para o 112. A intervenção precoce é fundamental.
Outras doenças cardiovasculares
Hipertensão – pressão arterial elevada.
Aterosclerose – presença de certos depósitos na parede das artérias, incluindo substâncias gordas, como o colesterol e outros elementos que são transportados pela corrente sanguínea.
Doença das Artérias Coronárias – provocada pela aterosclerose pode iniciar-se ainda durante a infância, manifestando-se depois dos 50.
Cardiopatia Isquémica – termo utilizado para descrever as doenças cardíacas provocadas por depósitos arterioscleróticos que conduzem à redução do Iúmen das artérias coronárias. O estreitamento pode causar angina de peito ou enfarte de miocárdio, se em vez de redução do Iúmen arterial se verificar obstrução total do vaso.
Doença Arterial Coronária – situação clínica em que existe estreitamento do calibre das artérias coronárias, provocando uma redução do fluxo sanguíneo no músculo cardíaco.
Fonte: Alto Comissariado da Saúde
Numa época de notícias difíceis aqui fica mais uma, que nem é nova: o risco de doença cardiovascular aumenta com a idade. Mas há mais: o tipo de doença cardiovascular difere consoante a data de nascimento, sendo que “nas pessoas mais novas vê-se mais doença das artérias coronárias, que pode originar o enfarte do miocárdio e nas pessoas de mais idade é mais frequente o acidente vascular cerebral (AVC). E o que é que isto quer dizer, ao certo? “As consequências são piores para o AVC numa pessoa idosa do que para a doença coronária“, esclarece o secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. “È mais vezes fatal um internamento por AVC do que por enfarte do miocárdio“, alerta ainda Carlos Aguiar, que dá conta dos números: mais de 50% das mortes em pessoas com mais de 75 anos deve-se ao AVC, um número que desce para 35% na restante população, o que é grave.
Quando não é fatal, a doença que é a principal causa de morte no país, “deixa na sua grande maioria dos casos incapacidade, o que para pessoas com idade avançada, que muitas vezes já tem limitações, é ainda mais complicado”, avisou à margem do XXXII Congresso Português de Cardiologia, que se realizou em Lisboa.
Boas notícias
Mas não é caso para parar a leitura agora. Há boas notícias e luz ao fundo do túnel. É que se é verdade que devia ter começado a se preocupar com a sua saúde cardiovascular há muitos anos – “35/40 anos já é tarde demais” – não é menos verdade que, se já passou o meio século de vida, provavelmente teve na sua juventude hábitos mais saudáveis que os das gerações seguintes. E por isso, tranquiliza o médico, “é possível que as artérias não estejam em tão mau estado”.
O segredo é não ficar à espera que apareçam sintomas, já que em muitos casos, “eles nem aparecem”. “Ter história familiar é razão suficiente para procurar mais precocemente e mais activamente um médico para fazer avaliação de risco cardiovascular ou identificar alguma doença já existente”, defende Carlos Aguiar. E prossegue: “Se acumulamos vários factores de risco: a tensão arterial um bocadinho alta, o colesterol um bocadinho alto, o nosso peso um bocadinho acima, estes vários bocadinhos transformam-se porque os factores têm um efeito multiplicativo uns sobre os outros”. Por isso o especialista é taxativo: “quem tem vários factores de risco deve preocupar-se”. Com o avançar da idade é urgente que vigie com particular atenção “o açúcar no sangue e a tensão arterial, porque com a idade tudo aparece mais depressa”, elucida ainda o médico.

