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Há tosse e tosse…

7 Novembro, 2014 0

A tosse não é sempre igual. Enquanto a tosse episódica não origina habitualmente grandes preocupações, a tosse crónica deve ser encarada com mais atenção. A tosse seca e a tosse com expetoração também levam a cuidados muito distintos. Conhecer as diferenças ajuda a adequar o tratamento.

Todos tossimos. Umas vezes sem darmos por isso, quando a tosse resulta de um mecanismo automático do sistema respiratório, outras com intenção social, quando queremos chamar a atenção… E outras ainda, como sintoma de doença: é o que acontece frequentemente quando chega o Inverno e, com ele, as constipações.

A tosse não é mais do que um mecanismo de limpeza das vias respiratórias, que permite expelir as secreções e partículas estranhas através de uma expulsão súbita de ar. Trata-se, no fundo, de uma defesa do organismo, que faz da tosse também um alerta para uma eventual infecção ou alergia, ou mesmo para doenças mais graves. Assim, deve-se resistir à tentação de suprimir a tosse, uma vez que é a forma que o nosso corpo encontra de nos dizer que algo não está bem… a tosse pode ser, pois, um sintoma de doença, não constituindo por si só uma patologia.

Tossir é um mecanismo de protecção natural: quando inspiramos, pela boca ou pelo nariz, o ar que entra pode transportar diversas substâncias como o fumo de tabaco, dos escapes dos automóveis, pó ou pólenes.

No percurso até aos pulmões, estes elementos são detectados por determinadas células existentes na laringe, na traqueia e nos brônquios provocando irritação, caso estas partículas estejam presentes em níveis excessivos e forçando os pulmões a libertar ar, de modo a expulsá-las.

No fundo, a resposta a esta presença estranha é a tosse, que é a forma de o organismo limpar as vias respiratórias, expelindo tudo aquilo que as agride.

 

Tipos de tosse

Enquanto sintoma, a tosse pode ter várias causas: pode resultar de uma infecção respiratória viral como a constipação ou a gripe, pode ser uma manifestação de alergia ou de uma patologia como a doença pulmonar obstrutiva crónica. Pode ainda ser provocada por refluxo gastro-esofágico, uma vez que a “subida” de ácidos provenientes do estômago, através do esófago, pode afectar as vias respiratórias.

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A influência de factores externos como a poluição ambiental, a exposição a substâncias químicas e ao fumo do tabaco (activo ou passivo) também faz parte desta equação.

A tosse pode apresentar-se com ou sem expectoração: no primeiro caso diz-se que é produtiva, no segundo diz-se que é seca. E, consoante a sua duração, pode ser aguda, se acontecer apenas episodicamente e desaparecer em poucos dias (podendo durar até três semanas), ou crónica, se se prolongar no tempo.

 

Alívio e prevenção

Embora a tosse seja um mecanismo de defesa absolutamente natural, em alguns casos pode incomodar muito, pelo que a procura de alívio é fundamental.

As formas mais simples de hidratar e lubrificar as vias respiratórias passam pela ingestão de líquidos (de preferência água e infusões com mel e limão) e chupar rebuçados, preferencialmente sem açúcar, para reduzir a irritação. Se a estas medidas se acrescentar a inalação através de um nebulizador ou aparelho para aerossóis os resultados são melhores: ajudam a amolecer as secreções no caso da tosse produtiva facilitando a sua expulsão e, no caso da tosse seca, permitem a hidratação da mucosa. Dormir com a cabeceira da cama ligeiramente levantada também pode aliviar a tosse seca durante a noite.

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