Férias: Ter a lição bem estudada…
Mas nem só de praia se vivem as férias. Até porque há pessoas que preferem altitude e temperaturas mais baixas. Mas os cuidados também existem. Como a pressão atmosférica baixa com a altitude, os doentes cardíacos e pulmonares podem ter dificuldades respiratórias, tonturas, dores de cabeça e vómitos. E, nos casos mais graves, pode ocorrer um edema pulmonar.
Por isso, é conveniente aumentar progressivamente a altitude, para que o organismo se adapteà alteração da pressão atmosférica, sem esquecer períodos de pausa para descansar.
Sexo sempre em segurança
As férias aquecem o corpo e animam o espírito, mas convém não correr riscos, As doenças sexualmente transmissíveis, como a SIDA, hepatite B, sífilis, infecções por clamídia, gonorreia, herpes genital, entre outras, podem ser evitadas usando sempre, mas sempre preservativo nas relações sexuais.
Nesta consulta, para prestar o melhor aconselhamento, o médico deve ser informado sobre o destino das férias escolhido, a altura do ano, o tipo de alojamento, o tipo de programa de actividades, o histórico clínico e eventuais prescrições de fármacos. Com estes dados, o médico pode traçar o perfil do destino mas também o do turista, optimizando a segurança.
Em determinados grupos, como idosos, grávidas, diabéticos ou cardíacos, poderão haver sugestões adicionais, e em função do destino poderá haver necessidade de administração de vacinas e /ou toma de medicamentos específicos, nomeadamente de prevenção da malária ou da cólera.
Poderá ainda ficar a saber se é ou não aconselhável fazer um seguro de viagem, bem como se existe alguma representação diplomática portuguesa no destino escolhido para as férias.
Por vezes, vacinar é preciso
Saber quais são os riscos específicos de um destino é vital para umas férias seguras, tranquilas e com saúde. A vacinação contra a malária e febre-amarela é aconselhável antes de viajar para países tropicais, seja na América, Ásia ou África. Basta um mosquito, água contaminada ou alimentos crus mal lavados para causar mazelas.
• Malária – A mais temível das doenças dos trópicos, resultante de uma picada de mosquito; provoca inicialmente febre ligeira, dores de cabeça e musculares, suores e calafrios, e pode ser fatal. É endémica em muitos dos países procurados pelos europeus.
• Febre-amarela – Igualmente transmitida por mosquitos, apresenta como sintomas iniciais febre súbita e muito elevada, suores, dores de cabeça, falta de apetite, náuseas e vómitos.
• Cólera – A infecção intestinal resulta da água contaminada por micro-organismos e provoca vómitos e diarreia intensa com eventual desidratação.
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• Febre tifóide – Água e alimentos contaminados são os veículos desta doença transmitida por uma bactéria e que se manifesta por febre, dor de cabeça, dor articular e dor de garganta, perda de apetite e queixas abdominais.
• Hepatite A – A ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes é a principal forma de transmissão do vírus. Sintomas de cansaço geral, dores de cabeça e abdominais, falta de apetite e pele amarelada são típicos da doença.
• Hepatite B – Neste tipo de hepatite, o contágio envolve o contacto com sangue infectado e relações sexuais desprotegidas. É, assim, uma doença sexualmente transmissível denunciada por um mal-estar geral, por perda de apetite, dor abdominal, dor nas articulações, erupções na pele e escurecimento da urina.

