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Dossier: Doenças da Coluna

6 Julho, 2009 0

Pode ser simplesmente resultado do natural processo de envelhecimento, que provoca a perda de flexibilidade, elasticidade e a capacidade de absorção do choque ou resultado de um traumatismo na coluna.
Devido à perda progressiva de água, os discos intervertebrais perdem a sua capacidade de actuarem como amortecedores das pressões exercidas sobre a coluna, fazendo com que as vértebras vizinhas se aproximem umas das outras.
Os principais sintomas são dor nas costas e/ou nos membros e por vezes dificuldade em andar.

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Também neste caso são considerados como factores de risco, para além da idade, actividades repetitivas e traumatismos na coluna.

A maioria dos doentes com doença discal degenerativa responde aos tratamentos não cirúrgicos, entre os quais, a fisioterapia e exercícios para o fortalecimento dos músculos lombares e abdominais, medicação anti-inflamatória e evitando actividades repetitivas agressivas. No entanto, se esta abordagem não resultar, a cirurgia poderá ser necessária.

Espondilartrose (vulgo espondilose)

Da mesma forma que as várias articulações do corpo (ombro, anca, joelhos, etc.) sofrem de processos de desgaste/envelhecimento (ou degenerescência) conhecidos por artroses, também às articulações entre as vértebras sucede o mesmo. A artrose das articulações intervertebrais chama-se espondilartrose e pode causar crises dolorosas muito intensas, normalmente associadas a fenómenos inflamatórios.

Na espondilartrose ou espondilose observa-se vulgarmente a associação de discartrose (degenerescência do disco), artrose das articulações posteriores (chamadas interfacetárias) e de osteofitose que significa o desenvolvimento de “esporões” ósseos nas vértebras, muito conhecidos como bicos de papagaio, por a eles se assemelharem nas radiografias da coluna.

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Diagnóstico das doenças da coluna

Para confirmar o diagnóstico das doenças da coluna é necessário realizar um exame físico completo à coluna vertebral e aos membros superiores e inferiores.

Será examinada a flexibilidade, o nível de movimento e sinais indicadores de lesão de nervos ou da coluna e serão registados os sintomas relatados.

O médico poderá solicitar a realização de exames complementares como a radiografia (raio-X) da coluna, a ressonância magnética, ou a tomografia computadorizada.

 

Fracturas da coluna

O tipo de fracturas mais comum, na zona das costas, é a fractura por compressão, que geralmente resulta de uma queda. Esta pode ser diagnosticada com um raio-x e trata-se habitualmente com repouso, fisioterapia e cuidados médicos adequados.

No entanto, quando as vértebras são sujeitas a forças mais intensas, podem surgir fracturas mais graves, que podem originar compressão da medula e uma eventual lesão neurológica que geralmente exige um tratamento cirúrgico.

As fracturas do tipo flexão-compressão ocorrem com mais frequência na transição tóraco-lombar.

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A importância do tratamento cirúrgico

Quando surgem problemas na coluna, quer sejam devido a lesões, à idade ou a deformação, as opções de tratamento devem focar-se na fonte do problema, com a preocupação de condicionar o menos possível o normal desenrolar da vida dos doentes. Medicação, fisioterapia ou mudanças de estilo de vida podem tratar com sucesso problemas causados por hérnias discais. No entanto, para muitas pessoas a cirurgia pode ser a melhor opção para tratar a dor, aliviar a compressão nervosa ou corrigir a deformação.

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