Dossier: Doenças da Coluna
Cerca de 70 a 80 por cento da população acaba por recorrer ao médico nalgum período da sua vida por queixas dolorosas ao nível da coluna, sendo a patologia degenerativa da coluna a primeira causa de baixa laboral e de incapacidade transitória e permanente para o trabalho.
Estima-se que mais de metade de todos os pacientes com dores cervicais e lombares melhora após 1 semana; 90 por cento apresenta melhoria após 8 semanas; e os restantes 7 por cento a 10 por cento continuam a apresentar sintomas por mais de 6 meses.
Principais doenças da coluna
As doenças da coluna vertebral são inúmeras e, no seu conjunto, constituem situações incapacitantes para o quotidiano de quem as possui. Entre as doenças da coluna encontram-se a escoliose, a hérnia discal, a doença discal degenerativa, a espondilartrose entre outras. As lesões da coluna por traumatismo são relativamente comuns, principalmente nos casos de acidentes de trânsito e quedas de altura. A coluna pode também ser afectada por tumores benignos ou malignos, necessitando de intervenção cirúrgica.
Escoliose
A escoliose é uma deformação em que existe uma curvatura lateral da coluna, fazendo com que o corpo fique assimétrico. A escoliose pode ter várias causas como genética, problemas neuromusculares ou comprimento desigual dos membros inferiores, mas o mais comum são as escolioses de causa desconhecida (idiopáticas), que se manifestam ainda na infância. Quando necessário, a única maneira de a corrigir é através de cirurgia e estima-se que a escoliose afecte 2% das mulheres e 0.5% dos homens.
Os principais sintomas da escoliose são:
– ombros que se encontram a alturas diferentes,
– uma das ancas parecer levantada em relação à outra,
– cintura desigual,
– inclinação de todo o corpo para um dos lados, e,
– ao dobrar o corpo, proeminência de costela.

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Hérnia discal
Durante os movimentos do tronco nas várias direcções a pressão nos discos da coluna torna-se irregular. A repetição destes movimentos, especialmente se o movimento for brusco e a pessoa não estiver preparada para o executar pode causar lesões no disco. Após várias destas lesões podem surgir rupturas da parte externa do disco e o interior do disco intervertebral pode exteriorizar-se por essas fendas, produzindo uma hérnia discal.
A prevalência das hérnias discais sintomáticas estima-se em cerca de 2 a 3% da população, embora o número de hérnias discais assintomáticas seja muito superior. O aparecimento de uma hérnia discal é mais usual entre os 35 e 50 anos de idade.

As alterações degenerativas relacionadas com a idade tendem a provocar a perda de flexibilidade e elasticidade dos discos intervertebrais e, consequentemente, a sua fragilidade e ruptura.
Os principais sintomas de uma hérnia discal são a dor, sensação de formigueiro, dormência ou falta de força num membro superior ou inferior.
Como factores de risco são também considerados, para além da idade, actividades repetitivas e traumatismos na coluna.
Doença discal degenerativa
A doença discal degenerativa é um processo natural de envelhecimento que conduz a uma alteração da estrutura do disco intervertebral e secundariamente a um colapso discal, muitas vezes associado a dores lombares e nos membros.

