Dores de cabeça: Luzes apagadas - Médicos de Portugal

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Dores de cabeça: Luzes apagadas

27 Julho, 2014 0

Calcula-se que as dores de cabeça estejam entre os 10 ou 20 principais motivos de consulta em medicina familiar. A enxaqueca é a sua forma mais grave e afecta cerca de um milhão de portugueses. Trata-se com medicamentos e repouso, no escuro e em silêncio.

Chamamos-lhe dor de cabeça, mas o seu nome verdadeiro é cefaleia. As mais frequentes são do tipo primário: ou seja, constituem uma doença em si mesma, não sendo espelho de qualquer outro problema de saúde – são as enxaquecas ou as dores que resultam de situações de tensão.

Mas há também as cefaleias secundárias e estas sim, embora mais raras, indiciam a existência de problemas noutros órgãos do corpo: traumatismos ou doenças do sistema nervoso. Porém, ao contrário de alguns receios, não há nada que faça suspeitar que uma dor de cabeça possa, por si só, ser sinal de um tumor cerebral.

Cansaço e posições incorrectas dos músculos do pescoço e ombros estão na origem da mais frequente das cefaleias – a cefaleia de tensão. É uma dor ligeira a moderada, descrita como uma moinha na região frontal ou na nuca.

Pode durar horas ou mesmo dias, acompanhada de intolerância ao barulho.

Bem mais rara é a chamada cefaleia em salva, que se localiza junto ao olho. Descrita como uma dor violenta, acompanhada de lacrimejo, pupila pequena e olho vermelho. Manifesta-se sobretudo nos homens jovens e no final do dia, com mais frequência na Primavera e no Outono. Uma crise pode durar entre meia hora a duas horas, mas depois a dor pode desaparecer por alguns meses ou anos.

 

Cabeça a latejar

As enxaquecas são a versão mais forte de uma dor de cabeça. É como se o coração se tivesse transferido para a cabeça, pulsando e latejando de uma forma (quase) insuportável. Qualquer esforço, qualquer movimento faz com que a cabeça pareça explodir.

O barulho e a luz agravam o quadro, pelo que uma pessoa que sofre de enxaquecas só pensa em refugiar-se no escuro e no silêncio.

As mulheres são as preferidas deste tipo de cefaleia, que se estima afectar cerca de 10 por cento dos cidadãos dos países ocidentais.

É entre os 20 e os 40 anos que as enxaquecas costumam manifestar-se com mais frequência, embora possam ocorrer na infância e na adolescência. De tão fortes que são estas dores de cabeça felizmente não deflagram todos os dias, mas surgem com alguma regularidade e nalguns casos são bastante frequentes.

Há, porém, excepções à regra: quando os excessos de medicamentos transformam uma enxaqueca periódica numa cefaleia de todos os dias.

Náuseas e vómitos são companheiros assíduos destas dores, aumentando um mal-estar que se prolonga por horas mas pode durar até três dias consecutivos.

Stress, jejum, exercício, menstruação, alteração dos hábitos de sono são vários dos factores identificados como estando na origem das enxaquecas, mas a verdade é que a maioria das pessoas não consegue explicar o que desencadeia a dor.

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