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“Dói-me a cabeça!”

29 Abril, 2010 0

O descanso é essencial para aliviar as dores mas também para as prevenir. A criança deve dormir o suficiente, tendo em conta a idade e o esforço que despende. Ao mesmo tempo, é importante que a criança tenha uma alimentação saudável, sem saltar refeições e com uma ingestão abundante de água.

Controlar a ansiedade também ajuda a prevenir as dores de cabeça. Este é um cuidado que cabe aos pais, os quais devem estar atentos a alterações no comportamento ou no humor da criança. Devem ainda procurar manter sempre uma via de diálogo aberta para que a criança sinta que pode desabafar e contar com eles.

Quem é que já não teve uma dor de cabeça? Poucas pessoas, certamente. É que as dores de cabeça são uma queixa muito frequente, até porque se apresenta com diversas faces a que, no entanto, damos o mesmo nome.

A verdade é que as dores de cabeça não são todas iguais. Há-as localizadas e as que envolvem toda a cabeça, umas são constantes e outras agudas, algumas vão e vêm e outras eternizam-se, há aquelas que duram apenas uns minutos e as que não dão tréguas. E ainda há dores que se manifestam sozinhas e outras que surgem acompanhadas de sintomas como as náuseas.

Em comum possuem o mecanismo fisiológico que as desencadeia: perante determinados factores, nervos específicos dos vasos sanguíneos e dos músculos do pescoço e da cabeça enviam ao cérebro sinais que o fazem activar o centro neurológico da dor. E surgem as cefaleias – a designação mais correcta para as diversas situações a que vulgarmente se chama dor de cabeça.

 

O stress tem culpa, as hormonas também

As dores de cabeça classificam-se em primárias ou secundárias. As secundárias são sintomas de doenças do sistema nervoso ou de outros órgãos do corpo humano e incluem, por exemplo, aquelas que andam associadas à sinusite ou às alterações hormonais femininas próprias da menstruação, da gravidez ou da menopausa.

Quanto às primárias são uma doença, não traduzindo ou expressando outros problemas de saúde e de que são exemplo os de tensão, as enxaquecas e as cefaleias em salvas. As mais comuns são as cefaleias de tensão: constantes, afectam geralmente ambos os lados da cabeça, como se estivesse a ser exercida uma pressão forte. É como se a pessoa usasse um chapéu demasiado apertado.

Os mecanismos exactos da cefaleia tipo tensão não são conhecidos. Estas dores tendem a manifestar-se de uma forma progressiva ao longo do dia e podem agravar-se em ambientes ruidosos e abafados. Mas na cefaleia tipo tensão crónica os sintomas podem ser contínuos. Envolvem, quase sempre, dores musculares, sobretudo na região pericraniana e do pescoço. Estas cefaleias podem, no entanto, existir com e sem perturbação dos músculos pericranianos – com ou sem hipersensibilidade pericraniana. O stress é outro dos factores desencadeantes de uma situação que afecta sobretudo as mulheres.

Também as enxaquecas são mais frequentes no sexo feminino a partir da adolescência, embora sejam menos comuns do que as cefaleias de tensão. Trata-se de uma dor intensa e latejante, que se concentra num dos lados da cabeça e é acompanhada, geralmente, de uma sensibilidade acrescida à luz e ao barulho. Daí que as pessoas que sofrem de enxaquecas procurem um espaço em silêncio e na penumbra em busca de alívio.

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