Cuide da sua pele - Médicos de Portugal

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Associa-se geralmente a tez resultante do bronzeamento com boa saúde e vitalidade. Mas a verdade é que só necessitamos de uma pequena quantidade de luz solar para que o nosso organismo produza a vitamina D de que precisamos.

A pele é o maior dos órgãos do nosso corpo. E é também um autêntico cartão-de-visita, pois é o órgão mais visível. À medida que envelhecemos, a pele torna-se mais seca e enrugada. Tudo isto faz parte do processo natural de envelhecimento e a maioria destas alterações são naturais, inevitáveis e inofensivas.

Mas o sol é, sem dúvida, a causa principal das indesejáveis rugas que vão surgindo com o envelhecimento. Para as evitar é necessário começar logo na infância, usando um creme protector solar com um factor de protecção nunca inferior a 30. É também recomendável o uso de um chapéu e evitar sempre a exposição excessiva ao sol e evitar sempre as horas mais perigosas. Estas podem agrupar-se, entre outras, em horas de risco muito elevado (das 12h00 às 16h00) e de risco elevado (entre as 11h00 e as 12h00 e das 16h00 às 17h00). As recomendações englobam estes dois períodos, sendo, por isso, aconselhável evitar a exposição entre as 11h00 e as 17h00, o que é válido para todas as idades e tipos de pele.

As nossas necessidades reais de exposição à luz do sol são muito inferiores às quantidades necessárias para se conseguir um bronzeado que dê nas vistas.

 

Sinais dos tempos

As pessoas que procuram bronzear-se a qualquer preço estão a aumentar grandemente o perigo de contraírem cancro da pele. Isto é especialmente verdade quando o bronzeamento irresponsável ocorre durante as piores horas do dia, concentrado no período das férias e ano após ano. Nestes casos, o perigo aumenta porque os efeitos na pele se vão acumulando.

O envelhecimento prematuro da pele surge em todos aqueles que repetidamente se expõem ao sol durante longos períodos, embora os estragos possam ser menos aparentes e levem mais tempo a surgir nas pessoas com pele mais escura.

Estar bronzeado é uma questão de moda. Noutros tempos, as classes sociais mais favorecidas evitavam a exposição ao sol a todo o custo. Não estar bronzeado era um sinal de um estatuto social elevado. Com efeito, apenas os trabalhadores rurais tinham de se sujeitar aos raios solares e ao consequente bronzeamento.

Por esse motivo, a parte da sociedade com maiores recursos económicos ostentava uma tez pálida,como testemunho de que o seu modo de vida não a condenava ao bronzeamento.

Nos nossos dias as coisas são bem diferentes. Mas não deixam, por isso, de ser apenas uma questão de moda. E a verdade é que a moda do bronzeamento não justifica o preço tão alto que se pode ter de pagar por ela. As pessoas de pele mais clara devem ter precauções ainda mais rigorosas.

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O maior perigo

O mais comum dos cancros da pele designa-se por carcinoma basocelular. Surge normalmente como uma espécie de nódulo rosado e brilhan-te, de crescimento lento ou fenda na pele que não cicatriza, geralmente na cabeça, no pescoço ou no peito.

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