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Cabelos por um fio, cabelos em risco

14 Dezembro, 2008 0

Já alguma vez pensou no número de cabelos que caem diariamente? Apesar de quase não nos darmos conta, em média, perdemos entre 50 a 100 fios de cabelo. Há, no entanto, algumas alturas do ano, particularmente nos meses de Outono e Inverno, em que a queda é mais acentuada.

Mas, em seguida, porque existem ciclos de repovoamento, o cabelo volta novamente a crescer. O Dr. António Picoto, alerta, no entanto “estes poderão ser os primeiros indícios de uma calvície androgénica”.

Segundo o dermatologista, é preciso analisar a quantidade de cabelo que se perda e verificar se existe alguma falha na linha frontal e no vértex. “Outro dos indícios de alopecia é o aspecto da fibra capilar, nomeadamente quando cabelo começa a ficar mais fino e quebradiço.”

Existem condições genéticas que contribuem para a queda do cabelo mais acelerada, diz o especialista. Em caso de antecedentes familiares, é possível que os descendentes possam vir a sofrer de alopecia. Em todo o caso, a componente hormonal ajuda a explicar este fenómeno.

“A pele do couro cabeludo da região frontal retém androgénios e testosterona, que, por influência enzimática, se transformam em hidro-testosterona. Esta hormona provoca a redução da espessura do folículo piloso. E este acaba por produzir cabelos cada vez mais finos, mais curtos e mais quebradiços.” Esta explicação avançada pelo dermatologista ajuda-nos a perceber as razões que se escondem por detrás da queda de cabelo nos homens e – apesar de afectar com menor frequência – nas mulheres.

“A ideia que temos é 80 a 90 % que os homens de raça caucasiana têm algum grau de calvície até aos 40 anos”, diz António Picoto. Nas mulheres, embora a afecte em menor número, estima-se que 50 a 60% sofram de alopecia. Por norma, entre “os 20 e os 40 anos define-se o padrão de falta de cabelo”. Assim, defende o dermatologoista, “quanto mais cedo se inicia o processo, pior o prognóstico“.

 

Tipos de alopecia

Segundo o especialista, há que distinguir entre a alopecia difusa e a alopecia androgénica. No primeiro caso, “o padrão é generalizado e, sendo a queda difusa, não está localizado regiões específicas do couro cabeludo”. Esta situação, cujas causas ainda estão por determinar, antigamente observava-se mais frequentemente nas mulheres. Já a alopecia androgénica “acompanha-se de alterações seborreicas, de prurido [comichão] no couro cabeludo e de formação de escamas, secas ou oleosas”. Há, ainda, a alopecia areata, que, no senso-comum, é conhecida por “pelada“. Trata-se de uma “doença auto-imune, com causa desconhecida”, que consiste na criação de anti-corpos contra a raiz do cabelo.

Para estudar o diâmetro do cabelo e a sua espessura, pode-se recorrer ao trocograma. Este é, pois, um exame que procura “avaliar a velocidade de crescimento capilar num determinado momento e detecta as alterações no seu ciclo biológico”.

tratamento?

Para o especialista, antes de se optar por um tratamento, é preciso distinguir entre os produtos testados cientificamente e aqueles que “propagandeiam as falsas promessas” de fazer crescer cabelo. “Estão disponíveis, no mercado, medicamentos comprovados no tratamento da alopecia androgénica e difusa. Para além de fármacos, hoje em dia também é possível recorrer-se ao transplante capilar que resolve, com brilhantismo, as situações mais graves de alopecia androgénica”, refere o especialista.

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