Cabelos: Com queda para a… queda
A responsabilidade pela fragilidade do cabelo pode ser também atribuída ao ambiente, nomeadamente à exposição excessiva ao calor, aos componentes químicos dos produtos usados na higiene capilar, ao atrito causado pelo uso intensivo de adornos e por penteados demasiado elaborados.
Finalmente, há que contar com o peso da alimentação: uma dieta escassa em vitaminas e sais minerais é uma dieta inimiga do cabelo (ver caixa “Alimentar o cabelo”, na página seguinte).
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Diferentes na alopécia…
A alopécia não se manifesta de igual forma em todas as pessoas. Uma das diferenças mais evidentes é a que existe entre homens e mulheres: já se escreveu acima que o cabelo cai segundo padrões diferentes, em parte determinados pela hereditariedade.
O padrão masculino é o que corresponde à alopécia androgénica, a escassez de cabelo típica do envelhecimento.
A queda começa normalmente nas têmporas e no topo da cabeça, progredindo na direcção da nuca. É, com frequência, permanente e pode ser total.
Nas mulheres, os fios vão ficando mais finos e escassos em todo o couro cabeludo, ainda que a queda possa acentuar-se à frente, nos lados e no cocuruto. Raramente, contudo, há lugar a calvície.
Há ainda outro tipo – a alopécia areata, que tanto afecta homens como mulheres e até se declara em crianças.
Tudo começa com a ausência de cabelo numa mancha do couro cabeludo claramente circunscrita, mas à qual se vão seguindo rapidamente outras – são as chamadas peladas.
O que acontece é que os folículos capilares abrandam a sua produção, podendo não crescer cabelo durante meses ou até anos. Contudo, esses folículos mantêm-se vivos, necessitando apenas do estímulo certo para voltarem ao activo. Nalguns casos, a alopécia areata desencadeia a perda total do cabelo, com ou sem queda dos pêlos corporais.
Não se conhece exactamente a causa, considerando-se que se deve a uma doença auto-imune em que o corpo rejeita os folículos capilares como se lhe fossem alheios.
…e no tratamento
A alopécia não é propriamente uma doença, embora, por vezes, reflicta o estado de saúde do organismo. Certo é que pode ser causa de sofrimento, não físico mas psicológico, com impacto na auto-estima e até nas relações sociais.
E é, quase sempre, esse impacto emocional que desencadeia a procura de tratamento, estando disponíveis produtos que actuam sobre o couro cabeludo, estimulando a circulação sanguínea. O que acontece, ao nível dos folículos capilares, é que são activados, o que acelera o crescimento dos cabelos.
Na maioria dos casos, a alopécia é tratada com recurso a produtos de indicação farmacêutica – são champôs, loções e ampolas que se aplicam localmente, estando disponíveis em concentrações diferentes consoante se destinem a homens ou mulheres.
Uma outra alternativa obriga a receita médica, apresentando-se sob a forma de comprimidos destinados apenas ao tratamento da alopécia masculina e desaconselhados para mulheres, sobretudo em idade fértil.
Travar a queda do cabelo e estimular o seu crescimento é o objectivo dos tratamentos. Um objectivo que, no entanto, leva tempo a alcançar, pelo que se impõe paciência e persistência.

