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Bem-Estar: Que tal uma massagem?

18 Fevereiro, 2010 0

 

Paulo Andrade | Especialista em Naturopatia e Osteopatia

A massagem é das formas mais antigas de gerar bem-estar no ser humano. O toque das mãos na pele tem, por si só, um grande efeito terapêutico sobre o sistema muscular, e sobre o bem-estar psicológico, pois alivia tensões acumuladas nos músculos ao longo do tempo que resultam de todas as tendências posturais que a esmagadora maioria das pessoas adquire devido aos maus hábitos e às rotinas laborais. Estes obrigam a constantes readaptações do sistema muscular, uma vez que, em qualquer posição em que o corpo esteja, seja ela saudável ou não, os sacrificados são sempre os mesmos – os músculos.

Naturalmente o corpo, ou melhor, o cerebelo está encarregue de perceber a todo o momento a posição dos músculos e articulações e informar o cérebro sobre toda essa preciosa informação, de forma a que este adopte e estruture o próximo movimento a ser executado pelos músculos. Este controlo é feito ao milissegundo, sendo que em cada fracção deste tempo existe a constante necessidade de reagir aos movimentos do corpo, às posturas que adoptamos, à forma como nos movemos, enfim …a tudo o que implique directa e indirectamente o movimento.

Não existe movimento que executemos que não tenha sido possível graças à acção muscular.

 

Músculos e protecção do esqueleto

Toda a azáfama correspondente ao controlo dos músculos por algumas estruturas do sistema nervoso (como o cerebelo), destina-se a manter sempre a independência do meio interno, ou seja, independentemente dos movimentos que executemos os músculos têm a grande responsabilidade de compensar as alterações efectuadas por esses movimentos. Pois muitos desses movimentos causariam certamente alterações no esqueleto, de gravidade variável.

Importa, portanto, concluir que o trabalho executado pelos músculos não é apenas o movimento em si, mas também o de protecção ao esqueleto e à sua harmonia de funcionamento.

Existem inclusive músculos que têm o ingrato papel de constante protecção ao movimento, nomeadamente os músculos que revestem a coluna e todas as suas vértebras. Não existe nenhum suporte físico, ósseo, que una as vértebras entre si, pelo que a posição da coluna é mantida através de fortes ligamentos e de músculos especialmente estruturados para os efeitos.

Será sensivelmente o equivalente a termos uma pilha com 24 moedas sem nada que as una entre si. Se essas moedas sofrerem um toque é de esperar que a pilha se desmorone ao mínimo movimento, precisamente porque não existem tecidos de suporte, nomeadamente músculos.

Com a coluna a situação é semelhante. Existem tantos músculos com funções tão diversas, mas que em último caso servem todas para o mesmo, ou seja, suportar o movimento, em qualquer plano, qualquer ângulo e direcção. Nunca ninguém ficou com a coluna desmoronada por qualquer movimento efectuado, precisamente porque todo o aparato muscular impede que tal ocorra, contudo não nos enganemos …As lesões ocorrem e são de causas variadas.

[Continua na página seguinte]

Quando surgem as lesões

Todo o controlo muscular e o equilíbrio mantido no esqueleto ocorrem pela acção muscular, pelo que quando, por qualquer razão, esta é levada ao extremo, surgem as lesões, musculares primeiro e, à posteriori, lesões ósseas. Um exemplo em concreto é o que ocorre com o alinhamento das vértebras.

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