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Especial azia: Dores da gula…

7 Junho, 2013 0

No entanto, quando as manifestações de refluxo são muito intensas e frequentes (mais de 3 vezes por semana), podem traduzir a doença do refluxo gastro-esofágico, que exige acompanhamento médico para controlo dos sintomas e redução do risco de surgiremcomplicações como esofagite (inflamação do esófago) ou úlceras nas paredes do esófago).

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Pirose & Companhia…

A doença do refluxo gastro-esofágico manifesta-se através de um conjunto de sintomas facilmente identificáveis. A azia – cujo nome técnico é pirose – é talvez o mais frequente, mas há outros. Vejamos como se caracteriza cada um: Pirose: trata-se da chamada azia, uma sensação de ardor que pode transformar-se mesmo em dor e que se manifesta no sentido ascendente, começando na parte inferior do esterno (o “osso do peito”) e subindo até à garganta.

Regurgitação: consiste no retorno dos alimentos ou de líquido amargo à boca, mais frequente quando a pessoa se deita logo após a refeição. Normalmente é acompanhada de um arroto e da produção excessiva de saliva.

Dor torácica: é semelhante à dor do enfarte cardíaco, pelo que muitas pessoas com os sintomas de refluxo que vão à urgência hospitalar receiam ter tido um enfarte; esta dor pode ser causada por espasmos do esófago, devido à irritação produzida pelo ácido gástrico.

Dificuldade em engolir: acontece quando o ácido gástrico irrita o esófago ao ponto de originar úlceras, que por vezes sangram e que, quando cicatrizadas, apertam o canal, dificultando a passagem dos alimentos, que ficam como que “entalados” no esófago.

Rouquidão: ocorre quando o ácido gástrico atinge a garganta, inflamando- a.

 

…e o bebé, já deu o arrotinho?

O refluxo gastro-esofágico também é frequente nos bebés, depois de mamarem, sendo habitualmente provocado pela ingestão excessiva de ar que, ao sair do estômago, traz o leite. Isso pode ser evitado, adoptando uma forma de mamar correcta ou fazendo o bebé arrotar.

Assim, a mãe deve assegurar que o bebé coloca dentro da boca toda a parte escura do seio (a auréola) e não apenas o mamilo, minimizando a probabilidade de entrada de ar; se usar o biberão, deve colocá-lo bem levantado, de forma a que a tetina esteja preenchida totalmente com leite, sendo que o fluxo de leite deve ser adequado à idade do bebé. Depois de comer, o bebé precisa de arrotar para libertar o excesso de ar, bastando para tal colocá-lo em pé junto do tórax, com as costas voltadas para a frente, como se ele estivesse a olhar por cima do ombro de quem o segura. A criança deve ficar na vertical durante cerca de 30 minutos.

Nas crianças que já fazem uma alimentação variada, os alimentos devem ser dados em pequenas doses, evitando citrinos, refrigerantes, chocolate, açúcares concentrados (e rebuçados, doces, etc.), chás e cafés, produtos com tomate, fritos e comidas condimentadas.

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Mas há situações em que o refluxo é patológico, quase sempre acompanhado por perda de peso ou aumento de peso insuficiente, perda de apetite, problemas respiratórios (pneumonias de repetição, pieira no peito, laringites, otites e sinusites) e choro excessivo e sem justificação aparente do bebé. Parte dos sintomas é causada pela esofagite (inflamação do esófago), que se deve ao contacto com conteúdo ácido do estômago, ou pela entrada deste material nas vias respiratórias. Nem sempre o diagnóstico é fácil porque estas alterações podem ser microscópicas e, logo, dificilmente detectadas sem a ajuda de análises e testes especiais.

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