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Enfarte do Miocárdio: o que é e como prevenir

28 Setembro, 2011 0

 

Praticar exercício físico

A inactividade física quase duplica o risco de doença coronária. A prática regular de exercício físico exerce uma influência favorável sobre múltiplos parâmetros biológicos (colesterol, coagulação) e contribui para a redução da pressão arterial e do excesso de peso. Estes benefícios traduzem-se numa redução do risco de enfarte do miocárdio. Recomendam-se 30 a 45 minutos de actividade física de intensidade moderada, de preferência todos os dias ou 3 a 4 vezes por semana, no mínimo. O tipo de exercício depende das preferências e aptidões de cada um (andar a pé e progressivamente mais depressa é uma boa opção).

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Outras recomendações

Stress: Factores psicosociais tais como personalidade hostil e competitiva, stress psíquico, isolamento social e depressão, têm sido associados a um maior risco de doença coronária. A tentativa de controlo destas situações passa pelo seu reconhecimento, vontade e esfoço individual de mudança e adopção de medidas específicas adaptadas a cada caso (nomeadamente apoio e tratamento médico especializados na ansiedade e depressão).

Suplementos vitamínicos: Tem sido admitida a possibilidade da acção antioxidante das vitaminas E (alfa-tocoferol), C (ácido ascórbico) e beta-caroteno (provitamina A) poder prevenir ou retardar a progressão da aterosclerose. Este efeito resultaria do facto destas vitaminas impedirem a oxidação do colesterol das LDL, um dos mecanismos responsáveis pela formação e crescimento das placas de ateroma. Contudo, tendo em conta as evidências actualmente disponíveis e as inúmeras incertezas ainda existentes, não existe por enquanto uma base científica suficientemente sólida que suporte a prescrição destes suplementos vitamínicos com o objectivo de prevenir a doença coronária.

Álcool: O consumo moderado de álcool associa-se a uma menor incidência de doença coronária. Este efeito benéfico mantem-se para baixos níveis de consumo e é atribuído a uma influência favorável sobre o colesterol (elevação da fracção “protectora” HDL) e a coagulação (acção antiagregante e fibrinolítica). Tem-se admitido que o vinho tinto poderá ter um efeito protector superior devido às suas propriedades antioxidantes.

Desde que não contra-indicado, o álcool deverá ser consumido em pequenas quantidades (uma a duas bebidas diárias ou um volume de vinho não superior a 2,5 dl).

Grupo Galilei Saúde

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