Enfarte do Miocárdio: o que é e como prevenir
Comparativamente com os não fumadores, os fumadores têm uma probabilidade 2 a 4 vezes maior de enfarte do miocárdio e morte súbita.
Não existe um nível mínimo de consumo de tabaco que não implique um acréscimo de risco, mesmo que aquele se limite a um par de cigarros por dia ou a tabaco com baixo teor de nicotina.
A exposição continuada ao fumo por parte dos fumadores passivos que coabitam com fumadores aumenta em cerca de 30% o risco de morte por doença coronária.
Parar de fumar é sempre compensador, independentemente da idade. Ao fim do primeiro ano de abandono do tabaco o risco de enfarte do miocárdio é reduzido para metade e após 2 a 3 anos o risco é semelhante ao do não fumador.
Vigiar o colesterol
Níveis elevados de colesterol (hipercolesterolémia), particularmente duma das suas fracções – colesterol das LDL (“low-density lipoprotein”), favorecem os processos de aterogénese influenciando a formação e crescimento das placas de ateroma bem como a sua instabilidade e ruptura (condições que precedem a trombose).
É de capital importância a adopção de medidas dietéticas com redução do consumo de carne vermelha e gorduras (molhos, fritos, leite gordo, natas, manteiga, queijos gordos, gemas de ovo, produtos de salsicharia, etc.). Deve previlegiar-se o consumo de carne e peixe magros, produtos hortícolas, fruta e gorduras polinsaturadas (óleo de germe de milho, girassol ou soja).
Se a dieta não for suficiente poderá haver necessidade de recorrer a tratamento farmacológico.
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Controlar a tensão arterial
A hipertensão associa-se a um maior risco de morbilidade e mortalidade cardiovascular (pressão arterial sistólica ou “máxima” superior a 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ou “mínima” superior a 90 mmHg).
A perda de peso, o exercício físico, a restrição do sal e a moderação no consumo de álcool e café poderão ser medidas suficientes para alcançar uma redução adequada dos valores tensionais. Se tal não acontecer torna-se necessário iniciar uma terapêutica medicamentosa. Dispomos hoje de múltiplos fármacos anti-hipertensores altamente eficazes e geralmente bem tolerados. Contudo, convém lembrar que o tratamento só é eficaz quando cumprido regular e continuadamente, de modo a manter a pressão arterial permanentemente controlada.
Combater o excesso de peso
A obesidade é considerada como a alteração metabólica e nutricional mais frequente nas sociedades industrializadas. A sua prevalência tem vindo a aumentar no nosso país.
O excesso de peso associa-se a vários riscos entre os quais se contam uma incidência aumentada de doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes.
O maior risco de doença coronária encontra-se particularmente associado ao padrão de obesidade abdominal, típico do sexo masculino (obesidade andróide), caracterizado por uma distribuição adiposa de predomínio central com acumulação excessiva de gordura no abdómen.
O combate ao excesso de peso passa necessariamente pela adopção de uma dieta pobre em calorias e pelo aumento da actividade física. Emagrecer e manter o peso adequado não são tarefas fáceis e requerem frequentemente orientação e apoio médico especializados.

