Dente por dente…
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Para além do papel estético e funcional, o implante pode ser usado, por exemplo, como uma “âncora” para ajudar a reter as próteses totais, removíveis, nas situações em que se soltam com muita facilidade. “É um meio mais económico para pessoas sem grandes recursos financeiros”, adianta o especialista.
Segundo Jorge Ferreira da Costa, a taxa de sucesso destas técnicas é superior a 95%. Mas, para que tal aconteça, é necessário que o osso esteja em boas condições. Contudo, a tecnologia evoluiu de tal forma que, hoje em dia, já é possível fazer “crescer” ou substituir o osso, a partir de outro tecido ósseo (enxertos) ou com materiais sintéticos.
Existindo apenas uma peça dentária em falta, antes da alternativa do implante, podia ser eficaz a colocação de uma “ponte”. No entanto, “esta opção pode sair mais cara do que um implante”, fundamenta. Além dos gastos directos, “implica talhar os dois dentes laterais e uni-los uns aos outros, a fim de produzir uma ‘plataforma’ dentária”. Este procedimento, na óptica do médico, só se justifica quando esses dentes pilares também estiverem danificados. Caso contrário, “o implante é a solução mais adequada, até mesmo do ponto de vista da higiene oral”.
Mas, independentemente da solução encontrada, “é sempre melhor usar uma prótese removível, uma ponte ou um implante do que não fazer nada”. Apesar de, aparentemente, a ausência de um dente poder parecer apenas uma preocupação estética, traz complicações de saúde a longo prazo: Há sobrecarga dos restantes dentes e o dente que está no espaço oponente começa a sair do sítio à procura de um dente para mastigar. Esta má articulação das arcadas provoca, muitas vezes, pancadas laterais dos dentes. E isto acelera a perda de osso e o aparecimento de problemas articulares.”
Cada dente a seu tempo
A erupção do primeiro dente geralmente acontece por volta dos seis meses de vida, terminando aos 24 meses. A dentição decídua (vulgo, dentes de leite) é composta por 20 peças dentárias. Dos seis aos 18 anos, vai-se formando a dentição definitiva, constituída por 32 dentes (16 por arcada): dois incisivos centrais, dois incisivos laterais, dois caninos, quatro pré-molares e seis molares.
Mais de 300 mil cheques-dentista já foram atribuídos
Segundo o Dr. Rui Calado, coordenador do Programa Nacional de Promoção e Saúde Oral, já foram emitidos mais de 300 mil cheques-dentista. Esta iniciativa tem permitido que as crianças, as grávidas e os idosos tenham uma prestação de cuidados de forma gratuita, no montante disponibilizado pelo cheque. “Este programa tem possibilitado o acesso a cuidados preventivos e curativos por parte dos utentes”, garante. Os destinatários do cheque-dentista podem escolher livremente o profissional de saúde oral. Através do sítio da internet, em www.saudeoral.min-saude.pt/, existe uma lista de médicos aderentes, distribuídos por localização geográfica, o que facilita a pesquisa.
De acordo com os dados avançados, neste momento, 3.221 médicos dentistas e estomatologistas já aderiram voluntariamente ao cheque-dentista. O programa entra agora numa quarta fase, em que se prevê um aperfeiçoamento do programa informático, onde ficam registadas os dados do utente. “Um dos nossos objectivos é permitir que os médicos de Medicina Geral e Familiar, que referenciem os doentes para os profissionais de saúde oral, possam enviar electronicamente informações aos dentistas ou estomatologistas, indicando os problemas de saúde do doente. Mas o inverso também poderá acontecer através da plataforma electrónica.”

