Dente por dente…
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“A causa número um das doenças gengivais é a placa bacteriana. Trata-se de uma doença infecciosa, em que as bactérias, intimamente relacionadas com as gengivas, vão destruindo o ligamento periodontal, ou seja, o tecido que une o osso aos dentes.” Para se saber se existe placa bacteriana, “basta verificar a existência de tártaro”, que mais não é do que “placa bacteriana calcificada”.
Neste tipo de situações, o tratamento é exactamente igual à prevenção: escovar diariamente os dentes. Mas nem sempre uma higiene oral é o suficiente. Como tal, o especialista diz que, semestralmente, se deve marcar uma consulta no dentista, para que este profissional proceda à limpeza (também conhecida por “destartarização”.
Pela décima edição consecutiva, em Outubro, a Colgate, em parceria com a SPEMD, volta a organizar o mês da Saúde Oral. Esta iniciativa prevê que a realização de rastreios gratuitos a toda a população portuguesa. Para marcar o check-up dentário (não inclui os tratamentos), ligue para o 808 205 206 (número azul, com custo de chamada local), entre as 12 e as 23h e agende a visita com um médico dentista ou estomatologista.
Passar a escova
Como prevenir compensa mais do que remediar, José Pedro Figueiredo é peremptório em afirmar que estas medidas estão ao alcance de qualquer cidadão. “Do ponto de vista científico, está preconizada a escovagem correcta dos dentes, pelo menos duas vezes por dia, porque no intervalo de 12 horas há a probabilidade de a placa bacteriana amadurecer, tornando-se patogénica [causa de doença]”, adianta.
“Há duas maneiras de combater as doenças: lutar contra o agressor e aumentar as defesas da vítima. Por isso, recomenda-se a utilização de um dentífrico com flúor, que, para além de reforçar a estrutura do esmalte, aumenta a resistência dos dentes à desmineralização ácida provocada pelas bactérias que causam as cáries.” Segundo o responsável pela SPEMD, as escovagens deve realizar-se após o pequeno-almoço e antes de dormir.
A higiene oral não deve ser, na perspectiva do especialista, um mero “bochechar”. A escovagem correcta é aquela que demora entre três a cinco minutos. E deve ser percorrer todos os dentes, em movimentos de cima para baixo, sem esquecer a língua. Como nem sempre a escova (“convém que esteja em boas condições de utilização, sem pêlos encovados”) alcança o espaço inter-dentários, José Pedro Figueiredo recomenda, ainda, o uso de um fio dentário para uma higiene total.
Perdidos e recuperados
As próteses (fixas ou removíveis) são, actualmente, uma solução para quem perdeu ou está em vias de perder uma ou mais peças dentárias. Em complemento a estes artefactos funcionais de reabilitação oral, existe a implantologia: um tratamento destinado à substituição de dentes. “No fundo, o implante de titânio (um material testado e compatível com o organismo) é uma raiz artificial osteointegrada (agarrado ao osso). Sobre o implante é, posteriormente, colocada uma coroa artificial”, explica o Prof. Jorge Ferreira da Costa, docente da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.

