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Dar oxigénio a quem dele precisa

14 Março, 2013 0

A dúvida de Mitt Romney – Em Outubro do ano passado foi muito glosado pela imprensa, a afirmação do então candidato à presidência dos EUA, Mitt Roney, que não entendia o motivo pelo qual não se não podia abrir as janelas de um avião em caso de necessidade (num voo de avião em que seguia a sua mulher, houve libertação de fumos no cockpit, o que obrigou a uma aterragem de emergência).

A resposta a esta questão é simples: se se abrisse a janela de um avião a onze mil metros de altitude os passageiros podiam morrer por três causas: devido à falta de pressão atmosférica, devido à temperatura, que àquela altitude ronda os -56ºC, e devido à falta de oxigénio – àquela altitude não há praticamente oxigénio.

 

O oxigénio é indispensável à vida

Relativamente a este último factor, a concentração de oxigénio no ar vai decaindo à medida que se sobe em altitude, motivo pelo qual a maioria dos escaladores do Monte Everest (8844 metros acima do nível do mar) fá-lo com ajuda do oxigénio, pois a essa altitude, em vez de termos os 21% de oxigénio no ar que respiramos ao nível do mar, temos apenas 6,97%. O oxigénio é um gás indispensável à vida dos humanos e pode haver numerosas situações em que a falta daquele gás pode pôr a vida das pessoas em risco. Para além do já referido problema da altitude, temos, por exemplo, como situações limite, o afogamento e a intoxicação por monóxido de carbono (gás libertado por lareiras que, em ambientes não ventilados, atinge concentrações que podem matar).

Igualmente muitas doenças respiratórias podem decorrer com interferência transitória ou definitiva na principal função do aparelho respiratório que é a de oxigenar o sangue e retirar dele o anidrido carbónico, gás venenoso que resulta do metabolismo celular.

Nestes casos, a concentração do oxigénio no sangue baixa, podendo esta situação, a partir de determinado valor, ser incompatível com a vida. Nestes casos é necessário administrar oxigénio ao doente.

 

Os equipamentos para administrar oxigénio

São vários os equipamentos para administração de oxigénio, todos eles com elementos positivos e inconvenientes: A botija de oxigénio gasoso é a forma mais barata de administrar este gás.

Como têm volumes limitados obriga ao reabastecimento periódico. Por outro lado, a regulação do debitómetro ou a limpeza do humidificador podem pôr problemas a alguns doentes.

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O concentrador é um aparelho eléctrico que retira o oxigénio do ar ambiente. Fácil de utilizar, tem uma manutenção mínima e não precisa de reabastecimento. Porém, necessita de estar ligado à corrente elétrica, com os inevitáveis consumos e a necessidade de uma fonte alternativa caso aquela falhe. Presentemente, já dispomos de concentradores portáteis, ainda com pouca autonomia, mas que permitem a deambulação por curtos períodos.

O oxigénio líquido é a forma ideal de administração de oxigénio para os doentes que deambulam. O seu peso(cerca de 4Kg) pode ser um inconveniente para certos doentes, podendo este problema ser ultrapassado recorrendo a um pequeno suporte com rodas. No nosso país, o oxigénio líquido não está disponível em todas as regiões.

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