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Combater as doenças da próstata

1 Dezembro, 2010 0

4. Quer a Associação Europeia de Urologia, quer a Associação Americana de Urologia, quer a Associação Portuguesa de Urologia recomendam que todos os homens com mais de 50 anos devem vigiar a sua próstata uma vez por ano. “Se qualquer homem tiver familiares com cancro da próstata, como por exemplo, o pai, deve começar a realizar a sua vigilância a partir dos 45 anos. É preciso que o homem voluntariamente vá ao médico fazer essa vigilância. Claro que o médico de família pode pedir a análise PSA mas também já há muitos doentes que pedem esses exames específicos nas consultas. A vigilância deve ser feita com o PSA e com a palpação da próstata – toque rectal. Os dois exames devem ser complementares”, acrescenta Tomé Lopes.

Estudo ComBAT lança novos dados no tratamento médico da HBP

Um estudo internacional realizado em 34 países de vários continentes, durante quatro anos, em cerca de 500 centros, envolveu mais de 4800 doentes e foi apresentado no XI Simpósio APU2010. Portugal foi um dos países envolvidos com a participação de cinco centros distribuídos por Lisboa, Porto e Coimbra.
Os resultados agora apresentados vieram demonstrar que a terapêutica de combinação é a melhor solução para os doentes com HBP trazendo benefícios no que respeita à melhoria da qualidade de vida e à menor necessidade de cirurgia por HBP.

“O estudo revelou alguns dados importantes reforçando a importância da terapêutica de combinação e introduzindo algumas novidades. A associação de dois tipos de medicamentos cujo mecanismo de acção já era conhecido para a HBP leva a uma melhoria substancial dos sintomas e previne de modo muito significativo a ocorrência de episódios de retenção urinária aguda e cirurgia relacionada com a doença, o que constitui claramente uma vantagem para os doentes”, indica o Dr. Miguel Guimarães, urologista do Hospital de São João, no Porto, e um dos investigadores do estudo no nosso país.

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As melhorias identificadas iniciam-se a partir dos “3 meses e pelo menos até aos 48 meses. Olhando para a curva que se apresenta nos gráficos dos resultados obtidos, é de prever que esta melhoria se mantenha por mais tempo”, acrescenta.

Esta dupla terapêutica desenvolvida pela GSK resulta num único medicamento e deverá ser recomendada “em doentes mais sintomáticos, ou seja, aqueles que se encontram clinicamente piores. Nestes, a nova terapêutica combinada num único comprimido – já à venda no nosso país desde o início de Novembro – diminui em cerca de 50% a ocorrência de episódios de retenção urinária aguda ou de cirurgia relacionada com a HBP, o que significa uma diminuição de custos considerável”, acrescenta Miguel Guimarães. Ou seja, para além das melhorias referidas, também em termos económicos, a associação terapêutica pode ser é benéfica: a associação é mais barata do que os dois medicamentos comprados separadamente.

Sintomas físicos, influência psicológica

Qualquer homem com um diagnóstico de HBP com sintomas moderados e severos tem restrições. “Tem medo de viajar porque pode ter de parar várias vezes para urinar; tem medo de viajar de avião caso não consiga um lugar perto da casa de banho; ou de ir ao teatro, ao cinema ou a outro evento social pelo mesmo motivo. Há toda uma restrição da vida social”, esclarece Ronaldo Damião. A companheira acaba por sofrer com o marido e ficar restrita a uma vida muito limitativa.

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