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Cirurgia refractiva: Ver bem sem óculos nem lentes de contacto

6 Março, 2010 0

Através das várias técnicas de cirurgia refractiva actualmente existentes é possível corrigir um vasto leque de potências de miopia, hipermetropia e astigmatismo e algumas situações de presbiopia. Para se obterem os melhores resultados é indispensável a utilização da tecnologia mais recente, mas não é menos importante a realização de um exame prévio cuidadoso e altamente diferenciado.

Todas as cirurgias cujo principal objectivo é corrigir os defeitos refractivos oculares – miopia (o doente vê mal ao longe), hipermetropia (o doente vê mal ao perto) e astigmatismo (o doente apresenta sempre uma visão deformada), permitindo uma boa acuidade visual, sem o auxílio de qualquer correcção óptica – são incluídas no grupo das cirurgias refractivas, dado que eliminam, ou pelo menos diminuem fortemente, a dependência de óculos ou de lentes de contacto.

Num sentido mais lato, podemos também incluir neste grupo as cirurgias realizadas com o mesmo objectivo final, mesmo quando o defeito refractivo é secundário a uma patologia preexistente ou a um acto cirúrgico. Como exemplos destas últimas podemos referir os tratamentos cirúrgicos da presbiopia e as técnicas actuais da cirurgia de catarata, os transplantes corneanos, etc.

 

Aplicação do laser nas cirurgias oftalmológicas

No final do século XIX, surge pela primeira vez a ideia de tratar cirurgicamente estes defeitos, mas só na segunda metade do século XX foi possível atingir resultados suficientemente estáveis, previsíveis e seguros.

O desenvolvimento do Laser de Excimer e a sua aplicação nesta área da Oftalmologia, assim como o desenvolvimento e aperfeiçoamento de vários tipos de LIO (lentes intra-oculares), utilizadas geralmente na correcção dos defeitos mais elevados, tem progressivamente conduzido à grande expansão destas técnicas, sendo que nos nossos dias o Lasik, que é um procedimento no qual se modifica a curvatura corneana recorrendo à acção do Laser de Excimer, é o procedimento cirúrgico mais frequente nos países desenvolvidos.

A última inovação nesta técnica é ainda recente e consiste na adopção da tecnologia Laser (neste caso, do chamado laser de Fentosegundo) para criar o retalho superficial, dispensando os métodos mecânicos de realização dos cortes corneanos (com microqueratótomo), tornando a cirurgia ainda mais precisa e segura.

 

Importância da observação prévia

Apesar dos bons resultados obtidos e das crescentes previsibilidade e segurança deste tipo de cirurgia, ela não está totalmente isenta de riscos, havendo situações de contra-
indicação relativa ou mesmo absoluta para a sua realização.

Com os devidos cuidados na observação dos candidatos e utilizando os meios técnicos mais diferenciados, as complicações são raras e de baixa gravidade, sendo que a maioria delas se prende com situações de pequenas hiper ou hipocorrecções, normalmente sem repercussão prática, mas passíveis de correcção caso haja necessidade.

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Para atingir os melhores resultados, é essencial a realização de um minucioso exame prévio, executado com o auxílio dos mais modernos equipamentos de análise do globo ocular e em particular do seu segmento anterior, supervisionado pessoalmente por um médico oftalmologista, geralmente o chefe da equipa cirúrgica.

Este tem a responsabilidade de avaliar o candidato à cirurgia como um todo, detectando eventuais estilos arriscados de vida e contra-indicações impostas por patologias coexistentes, oculares ou sistémicas, assim como avaliar as suas expectativas quanto aos resultados finais, a fim de poder informar e aconselhar o procedimento mais adequado ao seu caso específico.

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