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Cirurgia da miopia: indicações

17 Setembro, 2008 0

A miopia é um erro refractivo que determina uma má acuidade visual para longe afectando cerca de 15% da população. Nos olhos com miopia a imagem dos objectos é focada à frente da retina, seja como resultado de um olho muito grande, seja pela curvatura anómala da córnea.

É o erro refractivo mais comum na criança e os objectos distantes ficam desfocados. Os sintomas mais comuns são cefaleias e dores oculares; nas crianças, a aproximação da TV e o semicerrar os dos olhos.

A miopia moderada, abaixo de seis dioptrias, é a mais frequente, sendo facilmente corrigível com óculos ou lentes de contacto. A miopia, severa, acima de 12 dioptrias, mal corrigida com óculos, associa-se a um maior risco de lesões degenerativas e descolamento da retina.

Existe uma crescente procura da cirurgia da miopia e do astigmatismo que lhe está associado na maioria dos casos. Tal deve-se à busca por maior qualidade de vida, à segurança e aos bons resultados da cirurgia. Na cirurgia de miopia existem diferentes técnicas, sendo a escolha da mais adequada a cada paciente feita após um cuidado estudo pré-operatório. A cirurgia está indicada após os 18 anos de idade em pacientes com refracção estável há pelo menos 12 meses.

A primeira opção é o LASIK que, sendo uma cirurgia extraocular, permite uma rápida recuperação da visão. Realiza-se sob anestesia tópica (gotas), em cerca de 5 minutos (os lasers mais recentes corrigem cada dioptria em 4 segundos), tendo o paciente alta 30 minutos depois, e uma acuidade visual satisfatória às 24 horas após o procedimento. O pós-operatório não é doloroso, havendo, no entanto, picadelas e intolerância à luz nas primeiras horas.

Factores como a espessura e a curvatura da córnea e as dioptrias do olho do paciente podem levar o cirurgião a optar por outra técnica. O LASIK pode corrigir as dioptrias que quisermos. A questão é que as alterações induzidas na córnea torná-la-iam instável.

Acima de 8 dioptrias é difícil a correcção com o laser, estando indicado o implante de uma lente intra-ocular. Esta técnica é, igualmente, segura, e pode ser realizada, também, com o paciente acordado. Com a nova geração de lentes dobráveis, a recuperação da acuidade visual é ainda mais rápida do que acontece com o laser. No entanto, dada a sua maior complexidade e preço, reserva-se esta técnica para os casos em que o laser não é possível.

Abandonar os óculos

A cirurgia é bastante segura e a principal fonte de complicações é a má selecção. Cerca de 15% das pessoas que pretendem realizar a cirurgia por laser não a podem realizar.

É mandatório a realização de uma topografia de córnea que detecta alterações que contra-indicam a cirurgia. No implante de lente intra-ocular é obrigatório realizar um estudo da profundidade da câmara anterior (zona do olho onde a lente será colocada), para confirmar se temos espaço para implantar a lente com segurança, e um estudo endotelial, que será realizado anualmente, após o implante da lente. E em todos os casos deve ser avaliada a retina para comprovar que não existem lesões. Não seguir este procedimento significa correr riscos desnecessários. Assim, os pacientes interessados neste tipo de cirurgia devem procurar centros dotados com este tipo de equipamento.

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