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Cancro e nutrição: Ganhar forças para iluminar o sorriso

25 Novembro, 2014 0

Já na alta hospitalar, deve receber também apoio relativamente ao ensino alimentar, com explicação dos objectivos do mesmo e da sua aplicabilidade no dia-a-dia.

Os familiares e cuidadores devem ser igualmente informados, de forma a garantir o cumprimento das recomendações nutricionais.

Porque é essencial ganhar forças para vencer esta batalha.

Em Portugal, entre 40 a 80 por cento dos pacientes oncológicos sofrem de desnutrição. O declínio do estado nutricional encontra-se associado à redução da qualidade de vida e dos níveis de actividade física dos pacientes oncológicos e pode potenciar os efeitos adversos dos tratamentos.

O desenvolvimento da malnutrição pode ser uma causa da doença ou uma consequência dela e dos procedimentos terapêuticos necessários.

Pode também estar relacionado com a localização e severidade do cancro, assim como com os sintomas associados.

Tanto o tratamento como a própria doença podem dar origem a: redução do apetite, alterações no paladar, na salivação, na digestão e absorção dos alimentos, náuseas, vómitos, disfagia, diarreia, fadiga e stress emocional. No entanto, nem todos os pacientes oncológicos desenvolvem um estado de malnutrição.

Para tal em muito contribui a avaliação nutricional, que deve ser realizada o mais cedo possível após o diagnóstico, de forma a rastrear os pacientes em risco, ou aqueles que

já se encontrem com malnutrição moderada ou severa. Uma vez que o paciente pode encontrar desafios na adequação da alimentação ao seu estado clínico no decorrer dos tratamentos, assim como no período de interrupção dos mesmos, a intervenção nutricional nestes casos é essencial.

O défice do estado nutricional está também relacionado com a diminuição da resposta ao tratamento específico e com a qualidade de vida, com risco acrescido de complicações pós-operatórias, aumento na morbilidade e mortalidade, reflectindo-se no tempo de internamento e no custo hospitalar, daí ser fundamental a intervenção do profissional de nutrição.

Este tem como objectivos prevenir ou reverter o estado de mal nutrição, promovendo a adesão a uma dieta adequada a cada doente, para além de controlar possíveis efeitos secundários dos tratamentos clínicos que possam conduzir a problemas relacionados com a nutrição do doente oncológico.

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A sua missão passa por recolher dados referentes ao diagnóstico do paciente e sintomas associados, antecedentes pessoais, dados antropométricos (como o peso actual, percentagem de perda de peso comparada com o peso habitual, índice de massa corporal, entre outros), hábitos alimentares anteriores ao diagnóstico e os actuais.

O plano nutricional daí resultante deve ser calculado consoante as necessidades nutricionais do paciente e planeado de forma individualizada, respeitando as suas preferências alimentares.

O paciente deve obviamente ser informado acerca do plano nutricional a ser implementado, uma vez que pode diferir do suporte nutricional habitual. Além disso, poderá ser ainda necessário complementar a alimentação habitual com suplementos nutricionais destinados a fins específicos.

O esquema nutricional deve ser frequentemente monitorizado e o plano alimentar reavaliado consoante alterações no quadro clínico e necessidades nutricionais que surjam no decurso do tratamento ou doença. É essencial que o paciente compreenda a importância da correcta adesão ao novo plano alimentar, assim como os objectivos associados ao mesmo, processo em que conta com o apoio do profissional de nutrição.

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