Cancro do Pulmão: Seis Perguntas Frequentes
Quais os sintomas
Geralmente são alguns sintomas que levam o doente a procurar o seu médico.
A tosse é o mais comum. Ocorre quando o tumor irrita os bronquios e bloqueia a passagem do ar. Muitas vezes, o indivíduo com ‘tosse do fumador’ modifica a sua tosse tornando-a irritativa e persistente.
A hemorragia respiratória (hemoptise) costuma alarmar o doente e levá-lo rapidamente ao seu médico.
A dor torácica pode ser tipo pontada mas outras vezes é surda, prolongada e não resolve com analgésicos comuns.
Outros sintomas são a dificuldade respiratória, a pieira, episódios repetidos de pneumonia ou bronquite, rouquidão. Como todos os cancros, o do pulmão pode causar fadiga, perda de apetite e emagrecimento.
Outras vezes, pode causar sintomas que parecem não relacionados com os pulmões como dificuldade em engolir, dor no ombro e braço, inchaço da face e pescoço. Se o cancro já se estendeu a outros órgãos do corpo pode causar dores de cabeça, alterações do comportamento, dores ósseas ou dores abdominais.
ATENÇÃO: Estes são alguns sintomas de alerta a valorizar em especial se surgem num indivíduo fumador. Mas, nenhum destes sintomas é seguro de cancro do pulmão. Só o seu médico o pode esclarecer se eles são causados por um cancro ou por outro problema.
Que tipos de tratamento
Cirurgia, Radioterapia e Quimioterapia são os tipos de tratamentos mais comuns usados para o cancro do pulmão. Cirurgia é realizada quando é provável que todo o tumor possa ser retirado.
Com a radioterapia e a quimioterapia procuramos matar as células cancerosas evitando que elas se dividam e o tumor continue a crescer. Muitas vezes utilizamos uma combinação de tratamentos.
São três os tipos de Cirurgia mais comuns no cancro do pulmão. A escolha está dependente do tamanho do tumor, sua localização, extensão e estado geral do doente.
Segmentectomia é uma operação destinada a retirar um pequeno segmento afectado de um lobo pulmonar. Lobectomia é a intervenção cirúrgica em que se retira um lobo pulmonar. Pneumectomia é a remoção de todo um pulmão.
A Radioterapia é um tratamento local com radiação emitida por uma máquina sobre a região afectada. Ocupa uns minutos diários, durante 5 dias por semana, por várias semanas e é indolor.
Quimioterapia é um tratamento sistémico, isto é, os medicamentos injectados no sangue ou tomadas oralmente, atingem potencialmente todas as partes do corpo incluindo as áreas afectadas. È habitualmente administrada em ciclos – período de tratamento seguido de um período de recuperação. A administração é feita, no hospital, durante umas horas de um dia ou dias seguidos.
Modernamente surgiu uma nova terapêutica, especificamente dirigida ao cancro, com menos efeitos secundários, passível de administração em casa e com resultados encorajadores.
Que deve comer o doente com cancro?
Comer bem significa ingerir bastantes calorias e proteínas que evitem a perda de peso. Aqueles doentes que comem bem durante o tratamento toleram-no melhor, com menos efeitos secundários e mais força e energia.
Há doentes que não têm apetite, outros deixam de sentir o gosto dos alimentos, outros sentem-se cansados para comer e ainda outros sentem-se persistentemente enjoados, com vómitos ou ‘feridas’ na boca. Procure conversar com o seu médico sobre a forma de ultrapassar estas questões.
Deve conviver o doente com cancro?
Sim. A doença cancerosa não é transmissível como uma gripe. É bom que o doente, mantenha dentro das limitações dos tratamentos, a sua actividade normal, familiar e social. Conviver e partilhar é importante.
Não esqueçamos que cada doente é diferente de outro doente que conhecemos. Também a metodologia diagnóstica e o tratamento pode ser diferente de um vizinho ou amigo que conhece. Não esqueça que sempre que tenha dúvidas, o seu médico o poderá esclarecer sobre a sua doença e as melhores opções para a ultrapassar.

