Portugueses são dos que menos consomem vitaminas e minerais
Dezanove por cento da população portuguesa com mais de 18 anos toma regularmente suplementos de vitaminas e minerais. No entanto, Portugal ainda está longe de países como a Holanda, Canadá ou Austrália, onde mais de metade da população consome este tipo de suplementos, revelam dois estudos da consultora Millward Brown e da Wyeth Consumer Healthcare.
De acordo com os inquiridos do estudo da Millward Brown, que analisou o consumo de suplementos de vitaminas e minerais em Portugal, os principais motivos de utilização são o combate à fadiga e ao stress, o aumento da energia, a melhoria da memória e da concentração e o preenchimento de falhas nutricionais.
Contudo, esta procura continua a ser mais significativa em outros países, como a Holanda (45%), Polónia e França (47%) e Austrália (54%), segundo um estudo comparativo da Wyeth, relativo ao ano de 2007 também.
Teresa Rosalino, directora de marketing da Wyeth Consumer HealthCare em Portugal, refere que “os portugueses preocupam-se com o seu bem-estar físico e psíquico, mas o facto da procura de suplementos de vitaminas e minerais noutros países ser significativamente maior, revela que é importante continuar a informar a nossa população sobre a importância das vitaminas no nosso organismo, sobretudo quando a alimentação não é a mais correcta devido aos estilos de vida actuais”.
É na Grande Lisboa que se situa o maior universo de consumidores destes suplementos, cerca de 42 por cento, seguida do Grande Porto (22%), Litoral Norte (16%), Litoral Centro (8%), Sul (8%) e Interior Norte (5%).
João Marques, Director-Geral da Millward Brown Portugal, refere que “os estilos de vida nas grandes cidades dificultam muitas vezes uma alimentação equilibrada, o que pode explicar a maior procura de suplementos de vitaminas e minerais que complementem as necessidades nutricionais diárias.”
Teresa Rosalino acrescenta que “os suplementos de vitaminas e minerais não substituem uma alimentação equilibrada nem têm qualquer interferência no peso, distanciando-se de outros suplementos alimentares dietéticos. A sua contribuição é complementar no preenchimento de falhas nutricionais que dificultam o nosso bem-estar diário”.
Comparação entre países
Na análise da taxa de penetração da categoria vitaminas, claramente existem grandes distinções entre Países. Desde 7% na Venezuela até 52% no Canadá. Portugal situa-se nos 19%.
Consumo em Portugal: Mulheres e Jovens são os maiores consumidores
De acordo com o estudo Millward Brown, são as mulheres quem mais procura complementar a ingestão de vitaminas e minerais – cerca de 60 por cento. A Prof.ª Isabel do Carmo, endocrinologista do Hospital de Santa Maria, comenta que “este facto vem ao encontro da observação clínica de que o sexo feminino é mais atento à saúde e mais frequentador das consultas.”
Quanto à faixa etária predominante, a maior procura de suplementos nutricionais verifica-se junto dos mais jovens: 18-25 anos (22% ), 26-35 anos (20%), 36-45 anos (21%), 46-55 anos (18%) e 19 por cento entre 56 e 70 anos.
Recomeço das aulas e fim do Verão preocupa mais os portugueses
Quando questionados sobre a época do ano em que mais consomem suplementos de vitaminas e minerais, os inquiridos indicam o Outono como a estação de eleição, por oposição ao Verão, com 66 e 24 por cento, respectivamente.
A Prof.ª Isabel do Carmo refere que “se torna claro o predomínio do mês de Setembro, podendo ser explicado por duas razões: recomeço do trabalho ou aulas após as férias de Verão, para enfrentar uma mudança que vai exigir mais esforço e energia, e mudança para o Inverno, estação que exige maior adaptação do corpo humano”.
Teresa Rosalino acrescenta que “o sistema imunitário é reforçado com a toma destes suplementos, melhorando a prevenção de doenças, razão apontada por 11% dos portugueses inquiridos”.
Ficha Técnica
A recolha de informação para o estudo divulgado pela Millward Brown, que analisa o consumo de suplementos de vitaminas e minerais em Portugal, decorreu nos meses de Outubro e Novembro de 2007, junto de consumidores, consumidores ocasionais e sazonais e não consumidores, com idades entre os 18-70 anos residentes em Portugal (localidades com mais de 10.000 habitantes).
Foram feitas 1205 entrevistas (500 consumidores; 404 consumidores ocasionais e 301 não consumidores) e aplicado o método de amostragem por quotas com as seguintes variáveis: região, sexo, idade e classe social.
O estudo da Wyeth Consumer Healthcare compara a utilização de suplementos de vitaminas e minerais em vários países, no ano de 2007, sendo estes a Austrália, a Holanda, a Alemanha, a Polónia, a Hungria, a França, a China, a Itália e Portugal.
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