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Cancro da tiróide » Sucesso terapêutico em 95% dos casos

9 Abril, 2007 0

O Grupo de Estudos da Tiróide promete, ainda, actuar perante o público em geral. Para tal, já foi criado o sítio www.spedm.org/grupodeestudosdatiroide.pt, com informação para doentes e com ligação a outros sites estrangeiros relacionados com este tema. Em breve serão lançados folhetos de divulgação.

Quanto ao desenvolvimento de uma associação de doentes, «talvez no Outono», segundo avança João Jácome de Castro.

Ao que parece, há já um grupo de doentes interessado em levar o projecto para a frente, porém, há ainda detalhes a acertar.

«O objectivo seria encontrar um espaço onde os doentes pudessem trocar informações e experiências entre si. Seria uma forma de estarem mais próximos uns dos outros e até dos próprios médicos, para ficarem a par das novidades terapêuticas.»

Segundo o endocrinologista, o projecto está ainda em fase de implementação, sem uma data prevista para o arranque. Ficamos, portanto, à espera de notícias.

Maria Luísa Júnior, 52 anos

Stress, o factor que desencadeou o hipertiroidismo

Maria Luísa Júnior tinha 42 anos quando lhe foi diagnosticado hipertiroidismo. O stress, essencialmente relacionado com os proble­mas laborais existentes na empresa onde então trabalhava, foi o provável factor que desencadeou o distúrbio da tiróide.

«Andava angustiada, preocupada e até revoltada com situações de injustiça que no dia-a-dia se percebiam e pela indefinição do futuro de todos aqueles trabalhadores», explica esta doente.

A perda de peso, os problemas de circula­ção, o inchaço nas pernas, a falta de força, os tremores e a intolerância ao calor foram os primeiros sintomas que levaram Maria Luísa a procurar um cardiologista.

De imediato o especialista suspeitou tratar-se de um problema de tiróide. «Quando decidi ir ao médico já estava numa fase muito avançada da doença.

Parecia um “boneco de borracha”, sem força para me movimentar, limitando as minhas tarefas diárias habituais», recorda Maria Luísa, que foi encami­nhada para um endocrinologista, precisamente, o Dr. Jácome de Castro. E comenta: «Houve, desde o início, uma grande confiança e empatia entre médico e doente, facilitando um relativamente rápido acerto nas doses da medicação.

Em menos de duas semanas recuperei extraordinariamente. Lembro-me de ter começado o tratamento em Julho e, tendo marcado uma viagem para Agosto, ter sido aconselhada por algumas pessoas a desmarcar, contudo, não desanimei, insisti e concretizei tudo o que estava planeado e, felizmente, correu tudo muito bem.»

Actualmente com 52 anos, Maria Luísa Júnior mantém a consulta anual de rotina e continua a tomar medicamentos. Contudo, garante não se sentir doente.

«Houve uns problemas cerca de dois anos depois do início do tratamento. A medicação deixou de fazer efeito, foram também detectados nódulos na tiróide e tivemos de tomar novas medidas terapêuticas, mas, neste momento, não me sinto uma pessoa doente. Faço a minha vida sem qualquer limitação e recuperei a 100% a qualidade de vida», avança a economista.

Os nódulos desapareceram e a produção hormonal estabilizou graças aos tratamentos que ainda mantém. Maria Luísa Júnior sabe que a medicação terá de acompanhá-la para toda a vida, mas isso não a preocupa, sendo absolutamente irrelevante:

«No princípio do tratamento foi complicado criar habituação e rotina. Agora está tudo completamente ultrapassado e, felizmente, sinto-me muito bem. É, apenas, uma questão de responsabilidade com a rotina da medicação, o preço a pagar pela saúde e pelo bem-estar.»

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