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Cancro da Mama: Como prevenir e diagnosticar

3 Março, 2009 0

Assim, cabe ao radiologista decidir quando deverão ser utilizadas outras técnicas.

Consideramos hoje, nos casos de cancro da mama, o estudo de ambos os seios por RMM, técnica que permite uma confirmação da suspeita mamográfica/ecográfica e avaliar da sua extensão, localização, da sua focalidade se única plurifocal ou multicêntrica, assim como do envolvimento dos gânglios axilares, permitindo uma avaliação loco-regional da lesão, factores que condicionam a atitude terapêutica e determina o seu prognóstico.

Este exame deverá, se possível, ocorrer antes da intervenção mamária, pois as complicações desta (hemorragias) podem mascarar e dificultar o estudo morfológico e cinético da lesão.

Após a realização da RMM e perante os resultados, poderá ser necessário para o cirurgião (técnica do gânglio sentinela) conhecer o tipo histológico da lesão.

Em mesa horizontal exclusiva para intervenção mamária em sala própria, procede-se por estereotaxia digital à microbiópsia da lesão que poderá ser realizada por várias técnicas diferentes, de acordo com o pretendido e em face das características da lesão.

Fazer hoje patologia mamária obriga a que os radiologistas conheçam as diferentes técnicas e disponham de um vasto equipamento particularmente dispendioso.

As frequências das observações devem estar dependentes da idade da utente, dos seus factores de risco, do seu padrão mamário, do conhecimento do exame anterior, se em menopausa, se está ou não a fazer T.H.S.

A incidência é variável de país para país e aumenta quatro por cento ao ano nos países industrializados, atingindo sobretudo as mulheres após a menopausa. A taxa de mortalidade tem-se mantido estável, o que significa uma melhoria na sobrevida que poderá ser devida a vários factores: detecção mais precoce e eficácia dos tratamentos.

A incidência aumenta com a idade, revelando dois picos na distribuição etária. Um em cada quatro casos de cancro da mama ocorre no primeiro pico do grupo etário dos 45 aos 48 anos. Três quartos dos casos ocorrem no segundo pico dos 65 aos 75 anos. Na península ibérica, o pico máximo dos cancros da mama é aos 69/70 anos.

Estudos epidemológicos têm contribuído para um maior conhecimento desta doença.

 

Prevenção do cancro da mama

Impossível de evitar, toda a nossa acção está centralizada na sua prevenção, no diagnóstico cada vez mais precoce e em novas formas de tratamentos.

Para prevenir o cancro da mama, há que conhecer os seus factores de risco. Estes factores devem ser conhecidos das utentes

Nem todos estes factores de risco são possíveis de alterar mas muitos deles são possíveis de evitar, contribuindo para a prevenção desta doença.

Conhecidos os factores de risco, compete aos médicos (clínicos gerais e ginecologistas) realizar anualmente a observação clínica com anamenese, inspecção e palpação mamária.

Devem decidir da necessidade dos exames complementares de diagnóstico cuja escolha deverá ser feita em função da idade e da realidade das anomalias clínicas observadas.

Estes exames complementares constituem a “chave” do diagnóstico em senologia e a mamografia tem aqui um papel decisivo.

Toda a patologia mamária assenta num exame mamográfico. Daqui a necessidade que este seja de elevada qualidade e que seja correctamente realizado.

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