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Especialistas discutem doenças hepáticas que afectam 1,8 milhões de portugueses

2 Março, 2009 0

O custo das doenças alcoólicas a co-infecção por HIV, as complicações raras da cirrose, a patologia hepática na criança e no adolescente e o aumento do consumo de drogas em adolescentes do sexo feminino serão alguns dos temas que hepatologistas nacionais e internacionais vão discutir no 2.º Congresso Português de Hepatologia, entre os dias 12 e 14 de Março, no Hotel Westin Camporeal em Torres Vedras.

As doenças hepáticas estão a aumentar entre os portugueses. Em Portugal não existem números actualizados e fidedignos sobre quantas pessoas sofrem de doenças hepáticas pois não existe uma política de rastreio concreta e, tendo em conta que são doenças silenciosas, os seus sintomas são percebidos tardiamente pelos doentes.

Segundo a Dr. Estela Monteiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Hepatologia “Os portugueses estão mal informados sobre a doença hepática e procuram os médicos tardiamente, não fazendo check ups regulares. Muitas das doenças têm um traço genético e as pessoas devem saber quais as doenças que afectaram os pais e avós, e depois submeterem-se ao rastreio voluntário dessas doenças”.

Estima-se que em Portugal cerca de 1,8 milhões de pessoas estejam afectadas por alguma doença hepática. Cerca de 170.000 com hepatite C, 130.000 com hepatite B, 1,3 milhões de alcoólicos e bebedores excessivos e cerca de 150.000 com doença hepática alcoólica.

Para o hepatologista Fernando Ramalho, responsável pela Unidade de Hepatologia do Hospital de Santa Maria, “a falta de rastreios e de informação leva a que se perspective, para a próxima década, um aumento de 62% na incidência da cirrose e do tumor maligno do fígado resultante desta doença e a necessidade de mais de 500% de transplantes para estes doentes. No que concerne ao álcool, Portugal continua a ser um grande consumidor e mais importante do que isso, perdeu-se o hábito de saber beber e em particular entre a população mais vulnerável, a adolescência e adultos jovens. Este estrato populacional é muito sensível ao álcool e a médio prazo, 8 – 12% irão desenvolver graves doenças do fígado.”

Ainda segundo o Dr. Fernando Ramalho, “É importante alertar para o rastreio à Hepatite C, já que apenas 1/3 dos doentes estarão identificados. Em média, 60% destes doentes podem ser curados com as novas terapêuticas antivirais. Esta, pela ausência de vacina, é a única forma eficaz de reduzir, no futuro, o peso económico desta doença”.

As doenças hepáticas estão a aumentar entre os portugueses. Em Portugal não existem números actualizados e fidedignos sobre quantas pessoas sofrem de doenças hepáticas pois não existe uma política de rastreio concreta e, tendo em conta que são doenças silenciosas, os seus sintomas são percebidos tardiamente pelos doentes.

Segundo a Dr. Estela Monteiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Hepatologia “Os portugueses estão mal informados sobre a doença hepática e procuram os médicos tardiamente, não fazendo check ups regulares. Muitas das doenças têm um traço genético e as pessoas devem saber quais as doenças que afectaram os pais e avós, e depois submeterem-se ao rastreio voluntário dessas doenças”.

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