Balança desequilibrada
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Três letras apenas
São três as letras que representam o indicador usado para avaliar a obesidade – trata-se do IMC, Índice de Massa Corporal, que traduz uma relação entre a altura e o peso: divide-se o peso (em quilos) pelo quadrado da altura (altura x altura) em metros.
Um resultado entre 18,5 e 24,9 significa que o peso é normal; entre 25 e 29,9 corresponde a excesso de peso ou pré-obesidade; acima de 30 corresponde a obesidade, com 3 graus: entre 30 e 34,9 obesidade grau I (moderada), de 35 a 39,9 obesidade grau II (grave) e acima de 40 obesidade grau III (mórbida).
Más da fita
As gorduras são as más da fita no que toca à saúde do coração e artérias. Lípidos é o nome médico destas substâncias ricas em energia que o organismo utiliza como combustível. Significa isto que precisamos delas – aliás, o próprio corpo as produz, indo buscar outra parte à alimentação.
As principais são o colesterol e os triglicéridos, que circulam pelos vasos sanguíneos aliadas a um tipo específico de proteínas. Juntas formam as lipoproteínas, utilizadas, por exemplo, como componentes das células e gastas sempre que o corpo é sujeito a um esforço intenso.
É no fígado que são produzidas estas gorduras, em quantidade praticamente suficiente para preencher as necessidades do organismo. E é aqui que começa o problema: as gorduras que faltam são obtidas da alimentação, mas quase sempre ingerimos mais do que precisamos.
Há, pois, um excesso que fica armazenado no organismo e que, se não é usado, se acumula nas paredes dos vasos sanguíneos, estreitando-os e até obstruindo-os. A circulação sanguínea é dificultada e o coração obrigado a um esforço maior para bombear o sangue – eis os ingredientes para uma doença cardiovascular.
Gorduras perigosas
O colesterol é uma das gorduras perigosas, mas não é todo igual – depende das proteínas a que se associa para circular no sangue. Assim, quando forma lipoproteínas de alta densidade (HDL, na sigla inglesa) fala-se em colesterol “bom”, na medida em que ajuda a eliminar o excesso de gorduras do sangue, minorando os riscos para a saúde. Já quando forma lipoproteínas de baixa densidade (LDL), considera-se que é colesterol “mau”, pois, se em excesso, deposita-se nas paredes das artérias, podendo conduzir a doença cardiovascular.
É este o colesterol mais preocupante, na medida em que quanto maior o nível de LDL maior o risco de doença. Este é um risco que qualquer pessoa pode correr – magra ou com excesso de peso, nova ou velha, activa ou sedentária. Isto porque a genética também tem uma palavra a dizer, assim se explicando que pessoas que levam uma vida saudável – activa e com uma alimentação correcta – também possam necessitar de ajuda para controlar o colesterol.
Não obstante, há pessoas cujo estilo de vida as torna mais predispostas a níveis elevados de colesterol. São as que praticam uma alimentação abundante em gorduras (sobretudo saturadas, que são aquelas que se encontram em produtos de origem animal), as que têm excesso de peso e as que não praticam exercício físico.

