Arminda Jordana Loureiro, de 61 Anos - «Comecei a Tomar Medicamentos Específicos para a Doença e Melhorei» - Médicos de Portugal

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Arminda Jordana Loureiro, de 61 Anos – «Comecei a Tomar Medicamentos Específicos para a Doença e Melhorei»

13 Fevereiro, 2007 0

A vida de Arminda Jordana Loureiro não tem sido fácil. Desde as complicações de saúde, durante muitos anos desconhecidas, que inclusive a impossibilitaram de continuar a trabalhar até à morte do seu único filho.

«Comecei a ter dores em todo o corpo aos 30 anos e aos 50 intensificaram-se de tal forma que já não sabia o que fazer à minha vida», conta Arminda Jordana Loureiro, de 61 anos, que mora na Venda-nova.

«A minha médica de família associava o meu emagrecimento e as dores intensas a um problema nervoso. De facto, o meu filho era toxicodependente e dava-me muitas ralações», lembra Arminda, que piorava de dia para dia, chegando a ter de usar bengala para poder andar.

Com 50 anos pesava 38 quilos e já não suportava tantas dores no corpo, quer estivesse em pé, sentada ou deitada.

Como a sua médica de família associava o problema a uma depressão, encaminhou-a para uma psiquiatra que lhe receitou medicamentos apropriados. De facto, sofria de depressão e a morte do filho há 13 anos, com 31 anos, acentuou essa doença do foro psicológico. Mas, o mal-estar físico persistia. Ficou mesmo impossibilitada de andar, durante um ano, e de exercer a actividade profissional de ajudante de cozinheiro num restaurante no Campo Grande, em Lisboa.

O fim de um tormento

«Há seis meses, por intermédio de um familiar, fui à consulta do Dr. Augusto Faustino, que é reumatologista», diz Arminda Loureiro, que nasceu em Vila Franca de Xira.

«Apareci no consultório de bengala e o médico achou estranho e mandou-me fazer muitos exames. Foi então que descobri que tenho osteoporose. Sei de casos de pessoas com a mesma doença e que sofreram fracturas. Felizmente, nunca cai», acrescenta esta doente.

«Comecei a tomar medicamentos específicos para a doença e melhorei, mas há quatro meses iniciei um novo tratamento com teriparatida e as melhoras estão a ser surpreendentes.

Não pareço a mesma pessoa e os vizinhos, que chegaram a comentar que eu tinha cancro devido ao meu aspecto, quase não me reconhecem», afirma a ex-ajudante de cozinheiro.

O fármaco tem de ser injectado na barriga todos os dias. Mas, como Arminda tem pavor de agulhas tem de ser o seu marido, José António de 72 anos, a dar-lhe a injecção.

«Viro a cara e não vejo. Compensa o medo das agulhas, pois antes não conseguia realizar as tarefas quotidianas e agora já consigo, por exemplo, fazer a comida e a lida da casa», concretiza, salientando que «ao fim da quarta injecção já conseguia andar sem a bengala».

Actualmente com 61 anos, Arminda pesa 68 quilos e todos os dias faz uma caminhada com o marido porque, segundo diz, «é saudável» e também bebe muito leite e toma suplementos de cálcio.

«Não quero voltar a sofrer tanto e nem tenho palavras para agradecer aquilo que o meu médico tem feito por mim», comenta a mesma doente, que deseja que «todas as pessoas com osteoporose na mesma fase que a sua tenham acesso ao mesmo tratamento».

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