Alimentação Mediterrânica? Ou talvez não…
Os factores mais importantes deste padrão alimentar são o uso incondicional do azeite (com elevado teor em ácido oleico – ácido gordo monoinsaturado, rico em antioxidantes naturais, incluindo a vitamina E), o consumo moderado de vinho tinto (rico em compostos fenólicos – taninos – possuindo propriedades anticancerígenas e benefícios cardiovasculares), a ingestão abundante de água e a prática regular de exercício físico, como importante factor para a manutenção do bem estar físico e psíquico e para o controlo e manutenção do peso saudável.
A Oldways Preservation, em conjunto com o Departamento Europeu da Organização Mundial de Saúde e a Havard School of Public Health levaram a cabo um estudo baseado na alimentação de Creta, na Grécia, e no sul de Itália, que parecia reflectir uma correlação entre estes hábitos e uma menor taxa de doenças crónicas, acompanhada com uma maior expectativa de vida.
Os investigadores concluíram que a esperança de vida do adulto, para as populações que vivem nestas regiões, se situava entre as mais altas do mundo e que a incidência de doença cardíaca, de determinados tipos de cancro e de outras doenças crónicas relacionadas com a alimentação se situava entre as mais baixas do mundo.
Surge então a Pirâmide Alimentar da Dieta Mediterrânica. No entanto, este padrão alimentar tão benéfico para a nossa saúde tem vindo a sofrer influências, muito em parte devido à sociedade em que vivemos e à sedentarização das populações, associado ao consumo crescente de alimentos nutricionalmente densos.
A implementação de hábitos de vida saudáveis, com uma alimentação racional e equilibrada e com a prática regular de exercício físico, deve ser constante e envolver toda a família, garantindo assim a sua manutenção ao longo da vida.
Coma bem… a sua SAÚDE agradece!
Dr. Bruno Fiúza
Nutricionista do British Hospital Campo de Ourique
Contacto: 21 394 31 00
Grupo Português de Saúde
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