A rota do sangue
Os Centros Regionais de Sangue do IPS (Lisbos Porto e Coimbra) estão abertos ao público de 2.ª a Sábado, das 8h00 às 20h00, sem interrupção para almoço. Além deste horário alargado, existe a possibilidade de procurar no site www,ipsangue.org as brigadas do IPS que se realizam de Norte a Sul do país, facilmente acessíveis.
Poderá ainda dar sangue nos Hospitais que ainda fazem colheita de sangue a dadores. Basta procurar e aparecer!
[Continua na página seguinte]
Como se realiza a colheita?
Nesta fase, o processo é feito em suporte papel e em suporte informático. Algumas pessoas ainda têm receios no que respeita ao perigo de apanhar doenças ou de ficarem prejudicadas com este gesto. “Devem saber que todo o material é estéril, descartável e de utilização única. Os sacos para onde é colhido o sangue contêm anticoagulante para evitar que o sangue coagule e substâncias nutrientes para prolongar a viabilidade dos eritrócitos durante o armazenamento.
É recolhido pouco menos de meio litro, perfeitamente compatível com uma pessoa com um peso de 50 quilos.” O processo não é doloroso e equivale a uma análise ao sangue sendo um pouco mais demorado. Uma vez que as células sanguíneas se regeneram regularmente, a dádiva de sangue é benéfica para o próprio dador.
A colheita propriamente dita demora entre sete e dez minutos, “se o dador tiver um bom débito”. Recomenda-se que, após a dádiva, o dador tome uma pequena refeição e beba muitos líquidos. “Deve proceder-se à adequada hidratação. Posteriormente, pode fazer a sua vida normal, ainda que não se recomendam muitos esforços. Não é conveniente a prática de exercício físico e não deve fumar na primeira hora após a dádiva”, salienta Leonilde Outerelo. Após a dádiva, o dador toma uma pequena refeição para ficar mais alguns minutos com os profissionais que acompanham o processo certificando-se de que está tudo bem com eles.
E depois? O que acontece ao sangue doado?
As unidades de sangue colhidas seguem para o laboratório de produção de componentes onde vão ser separadas nos seus componentes mediante centrifugação, com vista à sua rentabilização e ao uso eficaz na terapêutica dos doentes.
O sistema de sacos múltiplos para onde o sangue é colhido permite que todo o processo garanta assim a segurança e a qualidade máximas na obtenção dos componentes sanguíneos. Fátima Ferreira, técnica de análises clínicas, salienta que “podem existir rupturas que levem à inutilização do sangue. Podemos observar que determinado saco tem algum defeito ou sofreu uma microruptura.”
Ao mesmo tempo que as unidades estão a ser separadas, os vários laboratórios procedem à análise do sangue doado de acordo com a legislação em vigor. “A partir do momento em que as análises são negativas é feita a validação dos componentes sanguíneos, sendo estes rotulados e armazenadas de acordo com as suas características, por exemplo, os concentrados eritrocitários são armazenados no frigorífico a 4ºC e têm validade de 42 dias; o Plasma Fresco é Congelado e mantido a temperaturas negativas( -30ºC) durante 24 meses; e os Concentrados de Plaquetas permanecem em agitação contínua a 22ºC e tendo validade de 5 dias. Os hospitais solicitam diariamente aos Centros Regionais da sua região os componentes que necessitam.

